BrasilBoulos projeta votação do fim da escala 6x1 ainda neste semestre: "Foco na dignidade"

Boulos projeta votação do fim da escala 6×1 ainda neste semestre: “Foco na dignidade”

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta quarta-feira (21) que a proposta que visa o fim da escala 6×1 deve ser votada no Congresso Nacional ainda no primeiro semestre de 2026. A declaração foi dada durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”.

A mudança na jornada de trabalho é tratada como prioridade máxima pelo Governo Federal para este ano. Segundo Boulos, o diálogo com o Legislativo avançou significativamente após reuniões estratégicas.

Articulação no Congresso e Proposta 5×2

O ministro detalhou que esteve reunido na última semana com o presidente da Câmara, Hugo Motta, acompanhado do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, para alinhar o texto da reforma.

“Há um avanço na discussão para que a gente vote ainda neste semestre o fim da escala e consiga dar essa resposta aos trabalhadores”, destacou Boulos.

A meta do governo é implementar um modelo de, no máximo, 5×2 (cinco dias de trabalho para dois de descanso). Os principais pontos da proposta defendida pelo presidente Lula incluem:

  • Redução da carga horária: De 44 para 40 horas semanais.

  • Manutenção salarial: Redução de jornada sem corte nos vencimentos.

  • Abrangência: A regra deve valer para todos os setores da economia.

Regulação de Aplicativos e Participação Popular

Além da pauta trabalhista tradicional, Boulos aproveitou a entrevista para atualizar outros dois pilares da Secretaria-Geral:

  1. Entregadores de Aplicativos: O governo trabalha na regulação do setor para garantir proteção social e ampliar os direitos previdenciários e de segurança para esses profissionais.

  2. Orçamento do Povo: A iniciativa busca consolidar a participação popular direta na definição das prioridades do orçamento federal, descentralizando as decisões financeiras da União.

O ministro reforçou que o conjunto dessas medidas visa não apenas a produtividade econômica, mas a melhora direta na qualidade de vida e na saúde mental da classe trabalhadora brasileira.

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