BrasilChapecó lidera em número de associações de catadores de materiais recicláveis no Brasil

Chapecó lidera em número de associações de catadores de materiais recicláveis no Brasil

Cidade catarinense se destaca com 14 entidades, seguida por São Leopoldo (RS) com 11, Colombo (PR) e Passo Fundo (RS) com 7

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) revela que o município catarinense lidera o ranking de cidades brasileiras, com população estimada entre 200 mil e 300 mil habitantes, em número de associações e de catadores de materiais recicláveis associados.

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São 14 associações de reciclagem e cerca de 121 associados, segundo destaca artigo científico publicado na revista “Desenvolvimento e Meio Ambiente”. O trabalho, que faz parte da tese de doutorado de Rosane Villanova Borges, analisou dados de 60 cidades brasileiras.

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O que explica o sucesso de Chapecó?

A pesquisa identificou alguns fatores que podem explicar o crescimento de associações de catadores de materiais recicláveis na cidade:

  • Fechamento do lixão na década de 1990: Catadores se mobilizaram para pressionar o poder público e exigir o direito de continuar trabalhando.
  • Lei municipal de 2005: Proibiu a circulação de carroças de tração animal e humana, motivando a organização dos catadores em associações.
  • Apoio da prefeitura: Doação de terrenos, equipamentos, manutenção de despesas e construção de galpões para as associações.
  • Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Unochapecó: Assessoria técnica e capacitação para gestão das associações.

Apesar dos avanços, ainda há desafios

  • Falta de reconhecimento da profissão de catador: Precarização do trabalho e ausência de direitos trabalhistas.
  • Condições de trabalho inadequadas: Falta de equipamentos de proteção individual e infraestrutura precária.

“Ainda temos um longo caminho a percorrer para o reconhecimento da profissão de catador, que no cenário da crise ambiental e climática, assume importância vital para nossa sobrevivência comum”, finaliza Rosane Villanova Borges.

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