Os medicamentos liberam resíduos químicos que contaminam o solo, os rios, córregos e até mesmo a água que bebemos. Cada quilo de medicamento descartado incorretamente pode contaminar até 450 mil litros de água.
O sistema de logística reversa de medicamentos domiciliares foi regulamentado no âmbito da federal em junho desse ano, essa discussão demorou dez anos para se concretizar. O descarte correto de remédios já está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, inaugurada em 2010, mas estava pendente por um acordo com o setor produtivo. As medidas vão entrar em vigor ainda em dezembro deste ano.
Primeiramente será estruturada um grupo para fazer o acompanhamento do sistema, que terá entidades representativas de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de medicamentos domiciliares, em âmbito nacional. A questão do sistema de logística reversa só deve ser implementada no segundo semestre de 2021.
Quando esse processo acabar, o trabalho será do consumidor no fazer o descarte dos medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, incluindo as embalagens. Os pontos de coleta podem ser em farmácias, drogarias ou em pontos definidos pelos comerciantes. Os recipientes terão um padrão que só permite a colocada de medicamentos e não a retirada. Campanhas educativas sobre a implantação da política serão idealizadas.
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Entenda como fazer o descarte
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Renata Moreira Ferreira, gerente de Medicamentos e Correlatos da Diretoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, explicou como se faz o descarte correto pelos consumidores. As orientações servem para os que não são mais utilizados e para as embalagens vazias.
Os consumidos devem levar o produto na sua embalagem primaria e não pode descaracterizar o medicamento, ressaltou Renata. O estabelecimento precisa saber qual é o medicamento para descartar corretamente. Pois segundo ela, algumas substâncias necessitam ser neutralizadas antes da incineração.
As bulas e embalagens segundares podem ser descartadas nos pontos de coletas ou na reciclagem e coleta seletiva, já que não tiveram contato direto com os remédios. Já no caso de perfurocortantes, como seringas e agulhas, a lei não indica recolhimento. O mais indicado é entregar em postos de saúde e hospitais.
A importância de não jogar os medicamentos no lixo comum ou derramar em pias e vasos sanitários é para não contaminar o solo e os rios. Também não é indicado a doação de remédios.
*Informações Agência Brasil

