Voto da ministra Cármen Lúcia selou o placar de 3 a 1 na Primeira Turma pela condenação do ex-presidente. Julgamento sobre outros crimes, como tentativa de golpe de Estado, ainda prossegue na Corte
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, foi condenado pelo crime de organização criminosa em julgamento realizado nesta quinta-feira (11) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria para a condenação foi formada com o voto da ministra Cármen Lúcia, que se juntou a Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
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O placar, até o momento, está em 3 a 1. O único voto divergente foi o do ministro Luiz Fux, proferido na sessão de quarta-feira (10).
Ao apresentar seu voto, a ministra Cármen Lúcia afirmou que, segundo a acusação, a organização criminosa foi estruturada com o intuito de executar um golpe de Estado no país, visando a abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A sessão da Primeira Turma, composta por cinco ministros, ainda está em andamento. Após o voto de Cármen Lúcia, o presidente do colegiado, ministro Cristiano Zanin, ainda irá votar. No entanto, com a maioria de três votos já consolidada, a condenação de Bolsonaro pelo crime de organização criminosa é irreversível, ainda que Zanin vote de forma contrária.
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A Corte ainda irá analisar outras acusações que pesam sobre o ex-presidente e os demais réus no mesmo processo, incluindo o crime de tentativa de golpe de Estado. Com isso, o STF ainda pode formar uma nova maioria para condenar Bolsonaro por outras condutas.

