A Região Norte foi a que menos investiu em saneamento básico no Brasil nos últimos cinco anos. É o que revela um levantamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil, com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SINISA).
Entre 2019 e 2023, os estados nortistas investiram aproximadamente R$ 8,6 bilhões em abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. O montante representa apenas cerca de 5% de todos os investimentos realizados no setor no país durante o período.
Segundo o estudo, o baixo nível de investimentos ajuda a explicar os indicadores de saneamento ainda críticos na região. O Norte concentra alguns dos menores índices de acesso à água tratada, coleta de esgoto e tratamento de resíduos do Brasil, ficando distante das metas de universalização previstas pelo Marco Legal do Saneamento Básico para 2033.
O levantamento também aponta que a desigualdade regional permanece significativa. Enquanto estados e municípios do Sudeste concentram a maior parte dos investimentos e apresentam melhores indicadores de cobertura dos serviços, o Norte segue enfrentando dificuldades históricas relacionadas à infraestrutura, à baixa capacidade de investimento e aos desafios logísticos característicos da Região Amazônica.
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Para o Instituto Trata Brasil, ampliar os investimentos é essencial para reduzir desigualdades sociais, melhorar a saúde pública, preservar os recursos hídricos e garantir qualidade de vida à população. A entidade ressalta que a universalização do saneamento depende da continuidade dos investimentos públicos e privados e da execução de projetos capazes de ampliar o acesso aos serviços básicos.

