CidadesDF ganha duas novas regiões administrativas após aprovação na CLDF

DF ganha duas novas regiões administrativas após aprovação na CLDF

Projetos de lei que criam as RAs de 26 de Setembro e Ponte Alta seguem para sanção; entenda o impacto para os moradores

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou os projetos de lei que oficializam a criação de duas novas Regiões Administrativas (RAs): a 26 de Setembro  e Ponte Alta. As propostas, de autoria do Poder Executivo, receberam 18 votos favoráveis e uma abstenção, seguindo agora para a sanção da governadora Celina Leão.

A medida visa descentralizar os serviços públicos e atender à rápida urbanização e ao crescimento populacional expressivo dessas áreas nos últimos anos. Durante a votação em plenário, os parlamentares destacaram a importância de atrelar o nascimento das novas cidades a investimentos práticos e autonomia real para os gestores locais.

Infraestrutura e autonomia no foco das discussões

Membro da base governista, o deputado Pastor Daniel de Castro (PP) defendeu o andamento das melhorias na 26 de Setembro e ressaltou que as intervenções estruturantes já começaram na localidade. “É pertinente a ponderação de que não adianta criar a cidade sem a estrutura. Mas quero deixar registrado que, na 26 de Setembro, já começou a preparação para o asfaltamento da via principal e já está sendo trocada toda a iluminação da cidade; e depois serão instalados postes com luminárias de LED”, pontuou o parlamentar, que citou também planos para a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), campo de futebol, quadra de esportes e escola.

Na ocasião, os parlamentares defenderam que as administrações regionais tenham plenas condições de atender às demandas cotidianas. O deputado Chico Vigilante (PT) enfatizou a necessidade de garantir estrutura de trabalho para as equipes locais. “Eu sou de um tempo em que as administrações tinham parque de serviços com tratores e postos de gasolina para abastecimento das máquinas. Os administradores tinham condição de fazer trabalhos efetivos”, recordou Vigilante.

Identidade comunitária e impacto financeiro

O deputado Eduardo Pedrosa (União), presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), ressaltou os impactos sociais positivos que o reconhecimento oficial traz para os moradores das duas comunidades. “Criar as regiões administrativas traz um olhar do Estado muito mais atento, cria-se uma identidade para aquela comunidade. Mas é lógico que essa criação precisa vir junto com investimentos”, avaliou Pedrosa.

O parlamentar informou ainda que a criação das novas estruturas não gerará despesas financeiras adicionais imediatas ao Executivo. O governo utilizará o banco de cargos da Secretaria de Economia, além de promover o suporte operacional e a transferência do acervo patrimonial das administrações de Vicente Pires (no caso da 26 de Setembro) e do Gama (no caso de Ponte Alta).

Proteção social e Conselhos Tutelares obrigatórios

Os projetos foram aprovados com uma emenda aditiva da deputada Jaqueline Silva (MDB), relatora das propostas na Comissão de Assuntos Fundiários (CAF). A emenda reforça a obrigatoriedade da implementação imediata de Conselhos Tutelares nas novas RAs, em conformidade com o que determina a Lei Orgânica do DF. “Não vamos medir esforços para que, além da criação da cidade, nós tenhamos a garantia de cuidado com as nossas crianças e os nossos jovens. Isso não existe sem o conselho tutelar”, argumentou a deputada.

Com a conclusão da votação no Legislativo, o Governo do Distrito Federal (GDF) aguarda a sanção e a publicação das leis no Diário Oficial (DODF) para iniciar a instalação física e formal das duas novas sedes administrativas.

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