Médicos, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde que atendem no setor privado do Distrito Federal relatam um cenário de estrangulamento financeiro e insegurança contratual na relação com as operadoras de planos de saúde. O impasse foi tema central de uma audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), convocada para discutir soluções que evitem a desassistência aos pacientes da capital.
Entre as principais queixas da categoria estão a defasagem histórica nos valores pagos pelas consultas, a demora nos repasses financeiros, a imposição de glosas sobre procedimentos realizados e o descredenciamento unilateral de clínicas e consultórios sem aviso prévio adequado.
Prejuízo direto ao paciente
Os representantes das entidades de classe alertaram que a precarização do trabalho médico e multiprofissional atinge diretamente a população. Quando um consultório deixa de aceitar determinado convênio por inviabilidade econômica, o usuário perde o vínculo com o profissional que acompanhava seu tratamento, enfrentando dificuldades para encontrar especialistas disponíveis e longas filas de espera.
Durante o debate, parlamentares e lideranças da saúde pontuaram a necessidade de fortalecer a fiscalização dos contratos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além de estabelecer critérios mais justos de reajuste periódico para os honorários e proteger os consumidores contra rescisões repentinas de serviços essenciais.
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A audiência reuniu parlamentares, representantes de sindicatos da área da saúde, entidades médicas e órgãos de defesa do consumidor para formular propostas legislativas e administrativas que ajudem a reequilibrar essa relação no Distrito Federal.

