Quase 26 milhões de contribuintes receberam um valor recorde de mais de R$ 41 bilhões em restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) em 2026, conforme informou a Receita Federal nesta terça-feira (20).
De acordo com o órgão, 80% das restituições foram liberadas em até um mês após o encerramento do prazo de entrega das declarações.
A Receita também destacou que o cashback do IRPF destinou R$ 460 milhões a 3,4 milhões de pessoas que não haviam apresentado declaração no ano anterior.
Além dos pagamentos, a Receita Federal tem ampliado suas ações de orientação para ajudar os contribuintes a resolver pendências e regularizar sua situação antes de possíveis procedimentos de fiscalização.
Cartas
- Mega-Sena acumula e prêmio atinge R$ 200 milhões
- Comitê da Meta identifica falhas na moderação durante as eleições brasileiras
- Lula anuncia aprovação da PEC da Tarifa Zero; Flávio recebe apoio de artistas sertanejos
- Dólar recua para R$ 5,01 em meio a fatores externos e expectativas eleitorais no Brasil
- Governo de Goiás promove feirão de empregos com mais de 10 mil vagas em Goiânia e região
Cerca de 500 mil contribuintes receberam cartas da Receita Federal para corrigir inconsistências simples que podem impedir o pagamento de restituições do Imposto de Renda. O envio das correspondências começou no início do mês e se encerra nesta terça-feira.
Esse grupo representa aproximadamente 1,25% dos mais de 40 milhões de declarantes do IRPF. Segundo o órgão, são pessoas que podem ter valores a receber, mas apresentam pendências na chamada malha fina.
A iniciativa faz parte do Projeto Cartas, que visa à autorregularização. O objetivo é permitir que os próprios contribuintes identifiquem e corrijam erros antes que a situação exija outras medidas administrativas.
A Receita esclarece que o envio das cartas:
- Não representa, por si só, uma fiscalização;
- Não equivale a uma notificação de autuação;
- Não significa aplicação de multa ou outra punição;
- Busca orientar o contribuinte sobre como corrigir pendências.
Direito à orientação
A Lei Complementar 225/2026 passou a garantir em lei o direito do contribuinte à orientação antes de qualquer atividade fiscalizatória, conforme informado pela Receita Federal.
A mudança reforça a proposta de priorizar a prevenção e a regularização voluntária de inconsistências, em vez de recorrer diretamente a medidas punitivas.
Com o Projeto Cartas, o órgão pretende facilitar a correção de erros que podem comprometer o processamento das declarações e atrasar o recebimento de valores devidos.
Números de 2026
Confira os principais dados divulgados pela Receita Federal:
- R$ 41 bilhões: total restituído aos contribuintes;
- 25,9 milhões: pessoas que receberam restituições;
- 80%: percentual das restituições pagas em até um mês após o fim do prazo de declaração;
- R$ 460 milhões: valor distribuído por meio do cashback do IRPF;
- 3,4 milhões: beneficiários do cashback que não haviam declarado o imposto no ano anterior;
- 500 mil: contribuintes orientados pelo Projeto Cartas;
- 1,25%: proporção aproximada desse grupo em relação aos mais de 40 milhões de declarantes.
A Receita Federal afirma que as ações de orientação devem continuar, com foco na regularização das pendências e no respeito aos direitos dos contribuintes.

