O setor de serviços do Distrito Federal acumulou um crescimento de 9,1% entre janeiro e agosto de 2026, o maior resultado entre as 27 unidades da Federação e significativamente acima da média nacional, que foi de 1,7%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 14 de outubro.
Em agosto, o volume de serviços no DF avançou 3,7% em relação a julho, interrompendo quatro meses consecutivos de queda. Esse desempenho contrasta com o resultado nacional, que apresentou uma retração de 0,1% no mesmo período.
Na comparação com agosto de 2025, o crescimento do setor no Distrito Federal foi de 9%, enquanto o Brasil registrou uma alta de apenas 0,6%. O acumulado dos últimos 12 meses também alcançou 9%, reforçando a posição de destaque da capital federal no cenário nacional.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, os indicadores demonstram a força do setor de serviços na economia brasiliense, especialmente nas atividades ligadas à tecnologia e ao mercado empresarial.
“O Distrito Federal lidera o crescimento dos serviços no país, com resultados muito superiores à média nacional. Esse desempenho demonstra a capacidade de expansão da nossa economia, impulsionada principalmente pelos serviços de informação, tecnologia e apoio às empresas. O desafio agora é ampliar esse crescimento para outras atividades, especialmente o turismo e os serviços voltados às famílias, fortalecendo os negócios e a geração de empregos”, destaca.
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Entre os cinco grupos de atividades pesquisados pelo IBGE, três registraram crescimento em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025. O maior avanço ocorreu nos serviços de informação e comunicação (20,4%), seguido pelos serviços profissionais, administrativos e complementares (11,7%) e outros serviços (10,3%).
Por outro lado, os serviços prestados às famílias apresentaram uma retração de 6,4%, enquanto o segmento de transportes, serviços auxiliares e correio recuou 5,9%.
O turismo também enfrentou dificuldades. O volume de atividades turísticas no DF caiu 0,2% em agosto, em relação a julho, enquanto a média nacional cresceu 2,5%. Na comparação com agosto de 2025, a retração local foi de 7,3%. Com isso, o segmento acumula uma queda de 4,4% no ano.
Os resultados mostram que, apesar do crescimento expressivo do setor de serviços no Distrito Federal, o desempenho permanece desigual entre as atividades. Para a Fecomércio-DF, o cenário reforça a importância de iniciativas que estimulem o turismo, o consumo e a competitividade das empresas, permitindo que a expansão econômica alcance um número maior de segmentos.

