A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, assinou nesta sexta-feira (9) a ordem de serviço que autoriza o início das obras de modernização do Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR-DF), localizado na Cidade Estrutural. O pacote de ações inclui melhorias na infraestrutura da Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis (Centcoop), entrega de novos equipamentos operacionais e a formalização de parcerias institucionais, com investimento total de R$ 5,268 milhões.
Durante a cerimônia, a governadora em exercício ressaltou a importância dos investimentos para a valorização dos catadores e fez um apelo à população. “Nós já somos referência na área da reciclagem e temos a melhor renda per capita para catadores no Brasil. Hoje estamos melhorando as condições de trabalho, entregando equipamentos, assinando ações de capacitação e ampliando esse espaço para a instalação de novos maquinários. Mas é fundamental que a população também nos ajude, fazendo a coleta seletiva e o descarte correto do lixo, porque, sem isso, reduzimos a qualidade do material reciclável e os índices de reciclagem”, afirmou Celina Leão.
Do total dos recursos, R$ 2,268 milhões serão aplicados nas obras de modernização da Centcoop, executadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com reforço estrutural, adequações de engenharia e melhorias nos espaços de triagem e circulação. Já o Serviço de Limpeza Urbana (SLU-DF) investirá R$ 3 milhões na aquisição de pás-carregadeiras, empilhadeiras e caminhões, equipamentos que vão ampliar a capacidade operacional e reduzir o esforço físico dos trabalhadores.
O secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, destacou o simbolismo da obra dentro da política ambiental do DF. “Estamos no principal complexo de reciclagem do país. Saímos de um lixão a céu aberto que funcionou por 57 anos para um espaço que dá dignidade aos trabalhadores, com equipamentos modernos e estrutura adequada. Essa modernização é a continuidade de um trabalho iniciado em 2020 e agora recebe novos investimentos, fortalecendo a economia circular e o cuidado com o meio ambiente”, explicou.
Já o presidente do SLU, Luiz Felipe Cardoso, enfatizou o impacto direto dos equipamentos no dia a dia dos trabalhadores: “Essas máquinas vão dar uma condição diferenciada de trabalho para os catadores. As pás-carregadeiras, empilhadeiras e caminhões aumentam a eficiência, reduzem o esforço físico e permitem que as cooperativas trabalhem com mais tranquilidade. Esse investimento melhora significativamente as condições de trabalho de quem atua aqui.”
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Além da ordem de serviço, foi assinado um Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria do Meio Ambiente do DF, o SLU, a Secretaria de Desenvolvimento Social do DF, a Centcoop e o Sebrae-DF, reforçando a atuação integrada para o ano de 2026, com foco em capacitação, inovação, fortalecimento da economia circular e geração de emprego e renda.
Para a presidente da Centcoop, Lúcia Fernandes do Nascimento, o momento marca uma nova fase para as cooperativas. “Esse dia é muito importante. É como se a criança tivesse nascido. Esses equipamentos estavam parados há anos e agora vão ser instalados para facilitar o trabalho das cooperativas. Aqui trabalham cerca de 450 catadores todos os dias, e essa estrutura vai melhorar muito a rotina e a produtividade de todos”, destacou.
Estrutura estratégica para a política de resíduos
Instalado em uma área de 80 mil metros quadrados, o CIR-DF é o principal equipamento público da política de resíduos sólidos do Distrito Federal. O complexo tem capacidade para processar até 5 mil toneladas de recicláveis por mês e já contabiliza 37.574 toneladas processadas nos primeiros 28 meses de operação. Atualmente, beneficia diretamente 420 catadores, alcançando cerca de mil famílias, e reúne 13 cooperativas.
Segundo Gutemberg Gomes, a modernização do CIR-DF também é reflexo de uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, iniciada há 15 anos e considerada decisiva para a consolidação da política de gestão de resíduos no DF. A partir desse apoio, o Distrito Federal fechou o antigo Lixão da Estrutural, implantou o CIR-DF como pilar estruturante da política ambiental e passou a contratar cooperativas para serviços de coleta seletiva e serviços ambientais.
Para quem vive a rotina da reciclagem, o avanço é sentido na prática. Catadora há oito anos, Marcionília Pereira, de 52 anos, celebrou a chegada dos equipamentos. “É uma grande conquista. A gente precisa muito dessas máquinas, porque as empilhadeiras quebram e o trabalho para. Com essas novas, vamos trabalhar mais rápido, aumentar a renda e ajudar ainda mais o meio ambiente. Ver o governo investindo no nosso trabalho é muito bom, dá uma sensação de reconhecimento”, disse.
Direto da Redação com informações da Agência Brasília

