O deputado distrital Hermeto (MDB) quebrou o silêncio após ser alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) na manhã desta quinta-feira (12). A investigação apura um suposto desvio superior a R$ 46 milhões em contratos de locação da Secretaria de Educação. Com buscas realizadas em sua residência e escritório na Candangolândia, o parlamentar foi enfático ao negar envolvimento: “Nenhum centavo foi usado para aluguel”.
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Em nota oficial, Hermeto esclareceu que sua atuação na área da educação é restrita à destinação de emendas via PDAF (Programa de Descentralização Administrativa e Financeira), recurso que, por lei, é proibido de ser usado para pagamentos de aluguéis.
Foco em reformas e manutenção escolar
Segundo o distrital, os recursos destinados por seu mandato ao longo de sete anos foram aplicados diretamente em melhorias estruturais de mais de 60 escolas públicas do Distrito Federal. Hermeto reforçou que a gestão de contratos de locação é de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, e não do Legislativo. “Os recursos destinados para a educação foram aplicados em reformas, manutenção e melhorias nas escolas públicas. O PDAF não pode ser utilizado para pagamento de aluguel, o que impossibilita qualquer destinação de recursos para esse tipo de contrato”, explicou a nota.
Confiança nas instituições
Mesmo diante da operação de busca e apreensão, o parlamentar declarou que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos. Hermeto afirmou confiar no trabalho das instituições e reiterou que sua prestação de contas é transparente e focada em benefícios diretos para a comunidade escolar.
A operação segue sob sigilo, e os materiais apreendidos no escritório e na casa do deputado serão analisados pelos investigadores para determinar se há conexão entre o parlamentar e o suposto esquema milionário na Secretaria de Educação.

