O armênio Tsolak Topchyan e a paulistana Luiza Gottschalk ocupam as galerias até o dia 10 de abril
Os trabalhos do armênio Tsolak Topchyan e da paulistana Luiza Gottschalk, dois artistas que têm nas montanhas referências importantes, estarão em exibição no Museu Nacional da República (MUN), a partir desta sexta-feira (25), com visitação até 10 de abril. As exposições na parte térrea do museu inauguram a programação de 2022.
“São dois artistas que expõem pela primeira vez seus trabalhos em Brasília, de trajetórias recentes e produções ligadas a questões atuais. Meio ambiente, natureza, viagem e territorialidade são temas abordados em múltiplas técnicas: instalação, colagem, desenho e pintura, cada um a sua maneira, de forma especial”, afirma a diretora do MUN, Sara Seilert.
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O curador Carlos Silva classifica como “complexo” o conjunto da obra de Tsolak Topchyan apresentado em No Entre Céus, exposição individual montada na Sala 2 do MUN, com 27 telas. Refere-se ao fato de a pesquisa do artista reunir técnicas variadas: “Desenho e pintura se mesclam com outras linguagens, como papel colado, bricolagem e instalação”.
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Tsolak, que mora há quase quatro anos no Brasil, nasceu em 1981, na Armênia, república localizada ao sul do Cáucaso, cadeia de montanhas que divide Europa e Ásia. A partir dos anos 2000, ele deu início a suas viagens.
Instigado a comparar a terra natal com o Brasil, Tsolak – que já morou e fez residências artísticas na Áustria, França, Coreia do Sul e Bielorrússia – diz que o Brasil é muito maior que a Armênia e, por isso, tem qualidades de cores e luzes diferentes.
“Mas, em relação a Brasília, posso dizer que as cores são mais fortes e brilhantes, o sol, o céu, a grama, o solo. O solo da Armênia, por exemplo, é mais marrom e até preto, o de Brasília é de um vermelho fantástico”, afirma o artista.
Topchyan trabalha com as técnicas do pontilhismo e do “engana o olho” (trompe-l’oeil). “O espaço ao redor é importante. O fragmento do lugar determina um retrato do mundo, como num campo avermelhado de onde brotam pequenos traços verdes de uma possível grama, prometendo o fim da seca em Brasília”, poetiza Carlos Silva.
A exposição Clareira, de Luiza Gottschalk, promete imergir o visitante numa das florestas que ela carrega dentro de si, das lembranças da infância. Ela morou até os 9 anos na Serra da Mantiqueira, uma cadeia montanhosa coberta por mata atlântica e de araucárias que se estende por São Paulo, Minas e Rio.
As cores e a força da natureza são marcas registradas nas pinturas de Luiza Gottschalk. A exposição foi elaborada especialmente para o MUN, reunindo 22 pinturas em telas de grandes dimensões, feitas entre 2019 a 2022, com uma técnica que mistura tecidos, água, pigmentos e tinta óleo.
Luiza também apresenta uma instalação que convida os visitantes a experimentarem a sensação de entrar numa clareira em meio à mata. A artista coletou 20 sacos de folhas na Serra da Mantiqueira. Elas cobrirão o chão em um espaço de 50 metros quadrados.
“Quero que o público sinta a floresta através das pinturas com suas cores, matizes e texturas, além do aroma que exala das folhas, e deixar no ar a pergunta: você está olhando a floresta ou é ela que te olha?”, explica a artista, graduada em artes cênicas, plásticas e pós-graduada em artes visuais.
Para Denise Mattar, curadora da exposição – função que já ocupou nos museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio, responsável por exposições de Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Cândido Portinari, Alfredo Volpi, Guignard e Iberê Camargo –, “o trabalho de Luiza surge do encontro de diferentes linguagens artísticas, que fizeram, e ainda fazem parte da sua formação, como pintura, teatro e dança”.
Museu Nacional da República
Exposições No Entre Céus e Clareira
De 25 de fevereiro a 10 de abril
De terça a domingo, das 9h às 17h
Telefone: 3325-5220
Entrada franca, uso obrigatório de máscara

