O Distrito Federal deu um passo histórico na saúde pública com a implementação do teste de DNA-HPV, uma tecnologia de biologia molecular que promete revolucionar o rastreamento do câncer de colo do útero. Realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF), o novo método é mais sensível e preciso que o tradicional Papanicolau, permitindo identificar o vírus antes mesmo do surgimento de lesões.
Como funciona a nova tecnologia?
Diferente dos métodos convencionais que buscam alterações nas células, o teste de DNA-HPV detecta diretamente a presença de 14 genótipos do vírus associados ao alto risco oncogênico.
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Foco nos tipos 16 e 18: Responsáveis por até 70% dos casos de câncer de útero.
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Alta Precisão: A sensibilidade do método reduz exames desnecessários.
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Prevenção Antecipada: O vírus é detectado antes que qualquer dano celular ocorra.
Projeto-piloto e expansão no DF
Iniciado em março, o projeto já analisou cerca de 500 amostras de pacientes das regiões Sudoeste (Taguatinga, Samambaia, Águas Claras, entre outras) e Oeste (Ceilândia e Brazlândia). A meta da Secretaria de Saúde é realizar 3,5 mil exames até o fim de junho para ajustar o fluxo e expandir o programa para todo o Distrito Federal.
Uma das grandes vantagens para as pacientes é o intervalo entre os exames. Se o resultado for negativo, a recomendação de repetição passa a ser de cinco em cinco anos, em vez do monitoramento anual ou trienal comum no método antigo. A coleta permanece simples, realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Diagnóstico
É fundamental esclarecer que um resultado positivo para HPV não significa diagnóstico de câncer. O fluxo de atendimento foi definido da seguinte forma:
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Tipos 16 ou 18 detectados: A paciente segue direto para colposcopia.
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Outros tipos de alto risco: A amostra passa por uma “citologia reflexa” no Hmib para avaliar se há alteração celular.
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Resultado Negativo: Acompanhamento preventivo a cada cinco anos.
O DF faz parte de um seleto grupo de 12 estados brasileiros que estão adotando essa tecnologia gradualmente, seguindo as novas diretrizes do Ministério da Saúde para o SUS.

