A rotina de dores e limitações físicas da diarista Wilma Fabiano Leite, de 36 anos, ficou no passado. Moradora do Itapoã, ela conviveu por cerca de um ano com dores e dormência crônica na mão antes de passar por uma cirurgia para corrigir a síndrome do túnel do carpo. O procedimento foi viabilizado pelo Opera DF, programa estratégico da Secretaria de Saúde (SES-DF) voltado a acelerar cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera na rede pública.
“Eu achei muito rápido. Assim que o cardiologista me liberou, logo saiu a cirurgia. Foi excelente, fui muito bem atendida e me senti superacolhida. Agora estou confiante de que vou ficar bem, voltar ao normal e retomar meu trabalho”, relata Wilma.
A mesma transformação alcançou o microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva, de 30 anos, morador de Arapoanga. Após sofrer uma fratura no punho durante uma partida de futebol, ele foi operado no Hospital Regional do Paranoá. Para ele, o acesso ao procedimento pela rede pública foi fundamental. “Eu gostei muito do atendimento e fui muito bem-recebido pela equipe. Eu não conseguiria arcar com essa cirurgia no particular. Agora é focar o pós-operatório e me recuperar o mais rápido possível”, afirma.
Balanço e resultados do programa
Os dados mais recentes do Opera DF mostram o impacto direto na redução de filas. O programa possibilitou mais de 35 mil procedimentos entre setembro de 2025 e março de 2026, acelerando significativamente o atendimento na saúde pública do Distrito Federal. O levantamento compara o desempenho atual com o período de setembro de 2024 a março de 2025, enquanto o balanço das cirurgias contratadas considera a produção registrada até 1º de junho de 2026.
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A estratégia atua em duas frentes integradas: a ampliação da capacidade interna da rede pública e a contratação complementar de leitos e serviços cirúrgicos na rede privada credenciada. Esse modelo otimiza os recursos e descentraliza os atendimentos, agilizando especialidades de alta demanda, como ginecologia, otorrinolaringologia, urologia e cirurgia geral.
Para manter o fluxo eficiente, a Secretaria de Saúde reforça que os pacientes devem manter seus dados cadastrais, como número de telefone e endereço, rigorosamente atualizados na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. A convocação segue estritamente os critérios de prioridade e ordem cronológica da Central de Regulação do DF.

