Distrito FederalPSTU declara voto crítico em Lula e Leandro Grass no 2º turno

PSTU declara voto crítico em Lula e Leandro Grass no 2º turno

Partido obteve 0,10% dos votos com Professor Robson no primeiro turno e diz que decisão busca derrotar candidatura de Celina Leão, sem apoio ao projeto político do PT

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado do Distrito Federal (PSTU-DF) anunciou, em nota, que irá orientar voto crítico em Leandro Grass (PT) na disputa ao Governo do Distrito Federal no segundo turno das Eleições de 2026.

No primeiro turno, o partido lançou a candidatura de Professor Robson Silva, que terminou em sétimo lugar, com 0,10% dos votos válidos.

Segundo o PSTU-DF, a orientação de voto crítico tem como objetivo derrotar a candidatura de Celina Leão (PP). A sigla afirma, no entanto, que a decisão não representa apoio ao projeto político do candidato petista.

Em nota, o partido afirmou que o chamado ao voto em Leandro Grass não implica apoio político ao seu projeto, ao qual diz fazer oposição. O conceito de voto crítico é usado quando uma legenda não se identifica integralmente com nenhum dos candidatos, mas decide apoiar um deles por avaliação tática.

Na mesma nota, o PSTU-DF criticou a atual gestão e afirmou que a governadora pretende impor um ajuste fiscal e responsabilizou a administração pelo rombo envolvendo o BRB-Master. Para o partido, a política adotada priorizaria o lucro do empresariado e ampliaria a precarização e a privatização de serviços públicos.

O partido avaliou ainda que o resultado do primeiro turno mostrou fortalecimento da extrema-direita no Distrito Federal e classificou a derrota desse campo como uma necessidade tática.

Diante desse cenário, o PSTU-DF orientou seus apoiadores a manterem independência política e organizativa em relação ao PT e afirmou que fará campanha pelo voto crítico exclusivamente para derrotar a extrema-direita nas urnas, defendendo a organização e mobilização da classe trabalhadora.

Cenário nacional

Em nota de orientação nacional, o PSTU afirmou que fará voto crítico em Lula contra Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. O partido avalia que a vitória de Flávio Bolsonaro e da extrema-direita no primeiro turno representaria riscos para os trabalhadores, com ameaça às liberdades democráticas e aprofundamento de medidas como cortes em áreas sociais e privatizações.

A sigla afirma que o voto em Lula não significa apoio político ao governo, ao qual diz fazer oposição de esquerda. O partido critica pontos da atual gestão, como a manutenção da reforma trabalhista, o arcabouço fiscal, a continuidade de privatizações e a negociação envolvendo terras raras, além da aliança com o Centrão.

Para o PSTU, o governo Lula não enfrentou problemas estruturais como a desindustrialização e a desigualdade social por governar em aliança com a burguesia, o que, na avaliação do partido, contribuiu para o fortalecimento do bolsonarismo.

Da Redação com informações do Metropoles

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