A assistente administrativa Ângela Rodrigues viveu uma situação difícil: sua filha Aurora precisou ficar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) após nascer prematura e com atresia do esôfago, uma malformação congênita em que o órgão não se forma por inteiro.
Apesar do susto, Aurora se recuperou completamente e recebeu alta após dois meses de tratamento. O Banco de Leite da unidade foi essencial na recuperação porque, durante a internação, Ângela não conseguia estar no HMIB para amamentar a recém-nascida em todos os momentos.
Ela reconhece que o leite disponibilizado pelos profissionais foi muito importante para o desenvolvimento da sua filha e de outras crianças que precisam do alimento. “A doação de leite foi essencial na vida dela e as profissionais do Banco de Leite também me ajudaram muito. Quem puder doar leite, doe, é uma ação que salva vidas!”
A Rede de Bancos de Leite Humano do Distrito Federal recebe doações, distribui leite para recém-nascidos que estão internados nas unidades de saúde pública e também atende mulheres que enfrentam dificuldades durante a amamentação. Tudo para garantir que os bebês possam receber esse importante alimento, considerado o padrão-ouro da nutrição infantil.
O DF conta com 14 unidades de Bancos de Leite que servem tanto para receber e distribuir esse alimento para os recém-nascidos internados, normalmente prematuros, de baixo peso ou que possuem condições de saúde específicas, quanto para orientar gestantes e mães sobre o processo da amamentação.
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Como doar?
Para se cadastrar como doadora, a mãe pode ir ao Banco de Leite Humano mais próximo. Consulte as orientações e os contatos das unidades. Outra alternativa é ligar para o número 160, opção 4, ou entrar no site Amamenta Brasília e seguir os passos indicados.
A doação pode ser feita por mulheres que estejam amamentando e tenham excesso de leite, como explica a coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno do DF, Maria das Graças Rodrigues. “Basta que a mulher queira, esteja saudável e que tenha disponibilidade para fazer a retirada do leite e o armazenamento.”
Como o leite é oferecido para bebês prematuros, é importante que as doadoras tomem certos cuidados com a higiene. É preciso utilizar um frasco de vidro esterilizado para armazenar o leite, higienizar bem as mãos antes da coleta e utilizar uma touca ou um lenço na cabeça durante a retirada.
Após a coleta, é necessário manter os frascos no congelador. Depois, é agendada a retirada desses frascos pelos militares do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), responsáveis pela coleta no DF.
A professora Rilma Pereira da Silva decidiu se tornar doadora há muitos anos. Ela estava produzindo leite em excesso para a sua filha e optou pela doação para aproveitar o alimento e ajudar mais pessoas que precisam.
“Eu doo sangue há 15 anos. Como na gestação você não pode doar, eu queria uma forma de continuar fazendo a diferença. É muito gratificante doar porque, graças a Deus, tenho leite o suficiente para ela e nós mães sabemos da importância que é manter essa produção”, explicou.
“Os profissionais dos Bancos de Leite fornecem todas as orientações sobre a higienização, a ordenha, o armazenamento e a coleta dos frascos de leite. Toda mulher que queira praticar esse ato solidário pode procurar uma das nossas unidades!”, complementa a coordenadora.
*Com informações da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal

