O estado de São Paulo confirmou dois casos de Febre do Nilo Ocidental, acendendo o alerta das autoridades sanitárias para o monitoramento de arboviroses raras no território paulista. A infecção viral é transmitida pela picada de mosquitos e atinge humanos de forma acidental, podendo evoluir para quadros neurológicos graves em uma pequena parcela dos pacientes.
Com os registros, equipes de vigilância epidemiológica foram a campo para rastrear possíveis focos do mosquito transmissor e acompanhar a circulação do vírus entre aves silvestres, que atuam como principais hospedeiros naturais na cadeia epidemiológica. Embora não haja transmissão direta de pessoa para pessoa, a confirmação de casos humanos indica a presença ativa do agente infeccioso no ecossistema local.
Na maioria das ocorrências, o vírus provoca sintomas leves e semelhantes aos de outras viroses urbanas, como febre repentina, dor de cabeça, dores no corpo e manchas avermelhadas na pele. Em muitos casos, a infecção pode ser até assintomática.
O principal risco se concentra em menos de 1% dos infectados, com maior frequência entre idosos e pessoas com imunidade debilitada. Nesse grupo mais vulnerável, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e provocar encefalite, meningite ou paralisia aguda flácida.
Diferente de outras arboviroses associadas ao Aedes aegypti, a Febre do Nilo Ocidental tem como principal vetor o mosquito do gênero Culex, o pernilongo comum ou muriçoca, presente tanto em áreas urbanas quanto rurais.
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Sem vacina específica para humanos, a prevenção depende de proteção individual e controle de criadouros. As recomendações incluem uso frequente de repelentes, instalação de telas em portas e janelas e eliminação de qualquer acúmulo de água parada, ambiente propício para a proliferação do mosquito.

