Ao ser questionada sobre o mapa eleitoral da Asa Sul e da Asa Norte no primeiro turno, a governadora em exercício Celina Leão citou em entrevista à Rádio CBN nesta quarta-feira a Operação Retorno como resposta para uma queixa antiga de quem vive no Plano Piloto.
“Eu sou a governadora que criou a operação retorno que eles tanto reclamavam das pessoas em situação de rua que acolheu essas pessoas e tirou essas áreas que tá com todas obstruídas dentro do plano piloto e acolheu essas pessoas”, disse Celina.
O que é a operação citada
A Operação Retorno funciona desde 2024 e é coordenada pela Casa Civil. Na prática, equipes que reúnem assistência social, saúde, DF Legal, SLU, Novacap e polícias percorrem pontos onde há barracas montadas.
Nas abordagens, o governo oferece vaga em abrigo, atendimento médico, curso do RenovaDF, cadastro para moradia, um auxílio de R$ 600 e a passagem para a cidade de origem. O aceite não é obrigatório.
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Números citados pelo próprio governo mostram o alcance. Em uma semana de ação, 40 pontos foram visitados entre Plano Piloto, Cruzeiro e Sobradinho, com 54 pessoas atendidas. Em outra, foram 12 pontos e 49 atendimentos.
Em 2026, até agosto, 42 pessoas aceitaram voltar para cidades onde têm família, segundo balanço oficial.
A estrutura por trás inclui o programa Acolhe DF, voltado a quem tem dependência química, e o hotel social de 200 vagas que aceita pets e que, segundo o governo, fez mais de mil acolhimentos na primeira semana.
A aposta é responder diretamente às queixas de calçadas tomadas, sujeira e sensação de insegurança relatadas por moradores e comerciantes de quadras da Asa Sul e da Asa Norte.

