Levantamento da Fundação Getulio Vargas lista quais as medidas que as empresas mais adotaram para lidar com a crise econômica causada pelo novo coronavírus; setor de serviços é o mais afetado
Cerca de 38% dos empresários da indústria, construção, serviços e comércio reduziram proporcionalmente salário e jornada de trabalho durante a pandemia do novo coronavírus. As informações são do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).
De acordo com o levantamento, 33,7% das 3.603 empresas consultadas também informaram que suspenderam contratos devido à crise econômica. Para lidar com os impactos da crise, as empresas decretaram férias coletivas, adiantaram férias individuais e de feriados não religiosos, aponta a FGV.
Entre os setores, o mais afetado foi o de serviços. Apenas um em cada dez empresários do setor disseram que operam normalmente. A construção, o comércio e a indústria vêm em seguida.
Em abril, o governo federal editou uma Medida Provisória (MP) que permite a diminuição proporcional da jornada de trabalho e do salário em até 70%. As empresas que aderirem ao programa não podem demitir os funcionários como contrapartida. Para o trabalhador que tiver o contrato alterado, a União paga uma compensação calculada sobre o seguro desemprego. De acordo com o governo, o objetivo da proposta é preservar empregos.
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