Distrito FederalDe parceiro a escanteado: Gim Argello perde vaga de vice para Pitiman na chapa de Arruda

De parceiro a escanteado: Gim Argello perde vaga de vice para Pitiman na chapa de Arruda

Inclusão de Pitiman traz de volta ao cenário político os desdobramentos de antigas administrações

A convenção oficial do PSD confirmou o lançamento de José Roberto Arruda como candidato ao Buriti. Condenado à inelegibilidade por improbidade administrativa em seis processos, o ex-governador aposta nas recentes flexibilizações da Lei da Ficha Limpa para sustentar e defender o registro de sua candidatura na Justiça.

O que parecia ser uma aliança mais ampla tomou outro rumo no momento de selar a chapa majoritária. O ex-deputado federal Luiz Pitiman (PSD) foi o nome anunciado para disputar o cargo de vice-governador. A definição oficial ocorreu sob o comando do presidente do PSD-DF, Paulo Octávio, e encerrou de forma definitiva as negociações para a inclusão do ex-senador Gim Argello no grupo principal.

Conforme publicado pelo Correio Braziliense, de acordo com Paulo Octávio, a escolha de Pitiman atendeu a critérios de experiência administrativa e trajetória pública. “Nós tínhamos que escolher um nome que pudesse contribuir na campanha com experiência política e de gestão”, afirmou o dirigente partidário durante o anúncio.

Luiz Pitiman exerceu mandato na Câmara dos Deputados entre 2011 e 2015. Na administração pública do Distrito Federal, ocupou a presidência da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) durante o governo Arruda e chefiou a Secretaria de Obras na gestão de Agnelo Queiroz.

A nomeação do ex-secretário resgata o histórico de investigações que marcaram administrações passadas no DF. À frente da Secretaria de Obras, Pitiman integrava o governo de Agnelo Queiroz, que passou a responder a processos por improbidade administrativa e ações movidas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O ex-governador foi alvo de prisão preventiva em 2017 nas apurações sobre superfaturamento nas obras do Estádio Mané Garrincha para a Copa do Mundo, além de sofrer condenações por irregularidades na organização da etapa da Fórmula Indy em Brasília e bloqueios judiciais de bens.

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