O candidato ao governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) recebeu R$ 3 milhões do diretório nacional do PSD para a campanha de 2026, mesmo com a candidatura impugnada. O valor consta no sistema de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral.
Além dos R$ 3 milhões, Arruda recebeu R$ 10 mil de Luiz Pitiman, candidato a vice na chapa. O teto de gastos dele no primeiro turno é de R$ 7,1 milhões e de R$ 3 milhões no segundo turno. Até o momento, não há registro de despesas.
Conforme a coluna Grande Angular, do portal Metrópoles, Arruda continua impugnado. O Ministério Público Eleitoral rebateu os argumentos da defesa e manteve o pedido de impugnação da candidatura ao Governo do Distrito Federal.
De acordo com a Procuradoria Regional Eleitoral no DF, Arruda possui sete sentenças condenatórias por ato doloso de improbidade administrativa, com lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, todas ligadas à Operação Caixa de Pandora. Seis delas foram confirmadas em segunda instância e produzem efeitos para a eleição de 2026.
Para o MP, Arruda está inelegível até dezembro de 2030, com base na Lei Complementar 64/90, a Lei de Inelegibilidades. Com isso, só poderia voltar a disputar eleição em 2034.
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A defesa de Arruda contesta a impugnação e argumenta que o prazo de inelegibilidade deve ser contado a partir da primeira condenação colegiada, em 21 de julho de 2014, por se tratar do mesmo conjunto de fatos. O caso ainda não foi julgado pelo TRE-DF.
A Justiça Eleitoral determinou que candidatos com registro impugnado não podem usar recursos públicos nem fazer propaganda até o julgamento.

