O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25) ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das Eleições 2026. Aos 80 anos, o petista se tornou o presidente mais velho a vencer uma eleição presidencial no Brasil. A posse do quarto mandato está marcada para 5 de janeiro de 2027, quando ele já terá 81 anos.
Com a vitória, Lula amplia o próprio recorde. Até então, ele já era o mais velho a tomar posse no país, quando assumiu o terceiro mandato em 1º de janeiro de 2023, aos 77 anos.
Lula completa 81 anos em 27 de outubro de 2026, dois dias após o segundo turno.
Os presidentes mais velhos do Brasil
Lula já liderava a lista de presidentes eleitos pelo voto direto mais velhos ao assumir o cargo. Com a reeleição, ele amplia ainda mais essa marca.
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- Quatrocentas e sessenta e sete urnas foram substituídas nas duas primeiras horas de votação
A lista considera apenas quem chegou à Presidência por eleição direta. Por isso não inclui Michel Temer, que assumiu aos 75 anos em 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff.
Quatro mandatos inéditos
Confirmada a reeleição, Lula será o primeiro brasileiro eleito para quatro mandatos presidenciais pelo voto direto.
Ele venceu em 2002 e 2006, voltou ao Palácio do Planalto com a vitória em 2022 e agora vence novamente em 2026. O novo mandato vai de 5 de janeiro de 2027 a 5 de janeiro de 2031, quando Lula terá 85 anos.
Imprensa internacional repercute confusão
O pleito também teve forte repercussão na imprensa estrangeira por conta da confusão no dia da votação.
O argentino La Nación, que acompanhou a eleição em tempo real, destacou que “há confusão e polêmica” por conta da extensão do horário de votação e noticiou que a Polícia Federal investiga denúncias relacionadas ao transporte de eleitores.
O americano The New York Times classificou o segundo turno como “caótico”. “Há preocupações no tribunal eleitoral de que a confusão que envolve a votação possa minar a confiança no sistema eleitoral, alvo da campanha de Bolsonaro“, escreveu o jornal, lembrando que Flávio Bolsonaro é aliado de Donald Trump.
O britânico The Guardian afirmou que a decisão de Zanin “surge na sequência de alegações de tentativas de supressão de votos em pelo menos 10 estados, onde o transporte público parece ter sido severamente limitado, no que alguns suspeitam ter sido uma manobra deliberada para impedir que os eleitores de Lula chegassem aos locais de votação”.
O espanhol El País definiu a disputa como “a mais acirrada da história” do Brasil e relatou que “os apoiadores de Bolsonaro estão insinuando que, se Lula vencer, não reconhecerão os resultados”.
O francês Le Monde trouxe o relato de um eleitor que não conseguiu votar em Lula mesmo dentro do horário prorrogado. “Aterrissei no Rio hoje às
17h e, quando saí do avião, vi que a votação tinha sido prorrogada. Então peguei um Uber e vim direto votar. Infelizmente, não foi suficiente”, disse Jorge Anderson Ibrahim Mamed à publicação.

