Candidatos ao governo do Distrito Federal apresentaram propostas para economia criativa, crédito e mobilidade durante a sabatina Diálogos com o Setor Produtivo, realizada na segunda-feira(31), e na quinta-feira(3), nos auditórios da CDL-DF e da Fecomércio-DF, em Brasília.
O evento foi organizado por sete entidades do setor produtivo, Fecomércio-DF, Fibra, FAP-DF, CDL-DF, Sebrae, Fenatec e Faci. Todos os participantes receberam dois documentos com as demandas do comércio e propostas do programa Vai Turismo, da CNC. O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, apresentou ainda o projeto da federação para transformar o Setor Comercial Sul em polo de economia criativa, tecnologia e inovação.
Celina Leão destaca projeto do SCS e Linha 2 do metrô
Atual governadora e candidata, Celina Leão afirmou que o DF já conta com recursos para a economia criativa e defendeu valorizar a vocação de cada região administrativa. Ela citou o projeto de revitalização do Setor Comercial Sul e disse que a proposta já está pronta para votação.
Sobre crédito, afirmou que o BRB se afastou do dia a dia do empresário, mas que tem retomado a parceria com o setor. Na mobilidade, citou a compra de 15 novos vagões para o Metrô-DF, a licitação para modernização do sistema, a previsão da Linha 2 e a retomada do Anel Viário, com investimento estimado em 120 milhões de reais. Defendeu ainda descentralizar atividades do Plano Piloto e ampliar a malha cicloviária.
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Ricardo Capelli propõe incentivos fiscais e BRB para o povo
Candidato pelo PSB, Ricardo Capelli participou na quinta-feira, 3, e classificou a economia criativa como estratégica. Criticou o abandono de equipamentos culturais e defendeu incentivos fiscais, investimentos em inovação e descentralização econômica para fora do Plano Piloto.
Para o crédito, prometeu ampliar o acesso para micro, pequenas e médias empresas e mudar o foco do BRB. “No meu governo, o BRB será um banco para o povo”, afirmou. Na mobilidade, defendeu ampliar o BRT, estender linhas de metrô e retomar o Anel Viário. Na regularização fundiária, propôs criar uma Secretaria Especial, fortalecer a Terracap e combater a grilagem.
Kiko Caputo promete simplificar ambiente de negócios
Pelo Partido Novo, Kiko Caputo defendeu geração de empregos e gestão próxima dos empresários. Na economia criativa, propôs preservar a identidade de cada cidade e criar um escritório de projetos ligado ao gabinete do governador para apoiar empreendedores.
Para melhorar o ambiente de negócios, prometeu reduzir em 50 por cento o tempo para abrir empresa e em 80 por cento a mortalidade de empresas até o quinto ano, com microcrédito orientado e educação financeira no ensino médio. Sobre o BRB, disse que uma eventual crise exigiria dez anos para voltar à normalidade. Na infraestrutura, defendeu retomar o Anel Viário, entregar duas novas estações de metrô nos primeiros 100 dias e contratar seguros para obras públicas.
José Roberto Arruda defende retomada do FAC e VLT
Encerrando o primeiro dia, na segunda-feira, 31, José Roberto Arruda centrou propostas em cultura, turismo e infraestrutura. Defendeu fazer o Fundo de Apoio à Cultura voltar a funcionar para fomentar artistas locais e explorar o turismo arquitetônico e de eventos. “O FAC foi criado no meu governo. Quero fazer com que ele volte a funcionar e cumpra o papel de apoiar a cultura e os artistas de Brasília”, disse.
Na mobilidade, afirmou ter deixado projetos prontos como Anel Viário e Interbairros, além de propor quatro novas linhas de metrô e VLT ligando o Aeroporto à W3. Para o BRB, propôs concentrar a atuação em Brasília, fechando agências fora do DF, e usar isenções tributárias para pequenos e médios empresários. Sugeriu ainda incluir o Conic na revitalização do SCS e criar uma rua 24 horas na região.
Leandro Grass propõe revolução dos trilhos
Segundo candidato da segunda-feira, Leandro Grass defendeu autonomia econômica e diálogo direto com o setor produtivo. Propôs transformar espaços desocupados como o Setor Comercial Sul e o centro de Taguatinga em polos criativos, com redução progressiva de IPTU e fomento cultural e tecnológico.
No crédito, defendeu recuperar a credibilidade e a transparência do BRB e criar linhas específicas por setor. Na mobilidade, chamou de revolução dos trilhos o plano de ampliar o transporte sobre trilhos em 10 a 15 anos, além do Anel Viário. Para pequenos negócios, propôs um canal único para demandas de micro e pequenos empreendedores.
Paula Belmonte defende ampliação do metrô para o entorno
Primeira a participar na segunda-feira, 31, Paula Belmonte apresentou propostas para infraestrutura e Regiões Administrativas. Defendeu trabalho próximo às RAs e ampliação do ensino técnico para estimular empreendedorismo. Sobre o SCS, afirmou que é preciso revitalizar a região e transformar os espaços em oportunidades.
Na mobilidade, propôs mudar a matriz de transporte e ampliar o metrô para regiões como Sobradinho, Planaltina e Águas Lindas, além de medidas imediatas de fiscalização do tráfego.

