| Primeiro longa-metragem do brasileiro Thales Banzai, ANTÔNIO ODISSEIA terá sua première mundial no Slamdance Film Festival, festival dedicado a primeiros longas, curtas e produções de baixo orçamento sem distribuição comercial. Na trama, Antônio e sua melhor amiga, Ivone, decidem assaltar o boteco onde ele trabalha para roubar uma nova droga, dando início a uma jornada surreal que os conduz a encontros improváveis — inclusive com Deus.
Coprodução entre Brasil e EUA, o filme nasce de um argumento desenvolvido por Banzai e Kelson Succi, que também assina o roteiro e interpreta o personagem-título. Segundo o diretor, ANTÔNIO ODISSEIA é um filme que “não anda por caminhos certos” e “corre para enaltecer a dúvida”. O longa reúne inquietações partilhadas por dois homens de origens distintas — Banzai, branco, da classe média do interior do Paraná; e Succi, preto, cria do Complexo do Alemão.
O cineasta explica que buscou um diálogo com o cinema brasileiro provocativo dos anos 1960 e 1970, evocando o espírito underground de Rogério Sganzerla e temas sociais de Glauber Rocha. Ambientado em uma cidade que se assemelha, mas nunca se confirma como São Paulo, ANTÔNIO ODISSEIA mistura cotidiano e delírio em uma narrativa pela mente do protagonista. Selecionado entre mais de 10 mil filmes inscritos, o filme integra a programação do Slamdance, que acontece entre 19 e 25 de fevereiro, em Los Angeles, Estados Unidos. ANTÔNIO ODISSEIA. Estrelado por Kelson Succi, Iraci Estrela e Sandro Guerra, traz ainda participações especiais da sambista Leci Brandão, também presente na trilha do longa; e dos atores Antônio Pitanga, Luiz Bertazzo e a saudosa Teuda Bara, num de seus últimos papéis. |
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| SINOPSE Um boteco de beira de estrada é a exaustiva realidade de Antônio, jovem preto que se viu preso a esse lugar depois de nunca conseguir pagar o que devia a Seu Cássio – um velho vigarista, violento e dono do pedaço. É só quando sua amiga, Ivone, aparece de surpresa que seu destino entra em campo: ela quer assaltar o boteco, mas precisa da ajuda de Antônio. Afinal, só ele sabe onde Seu Cássio guarda suas armas e a valiosa droga que trafica na região – o que promete ser o ticket para Antônio e Ivone fugirem dali. Já com o assalto bem sucedido, ao invés de venderem a droga e aproveitarem o lucro, os dois escolhem outro caminho: consumir toda a droga que roubaram numa viagem interior em busca de Deus. Eles vão se deparar com um novo mundo recheado de armadilhas, memórias traumáticas e finalmente um embate divino com Deus, que precisa justificar para Antônio porque a vida deles é como é. Para Antônio, mudar sua realidade é sua missão. E nós embarcamos junto com ele nessa Odisseia. |
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| O DIRETOR De curtas-metragens filmados em VHS a promos de skate em Mini-DV e comerciais coreografados com câmeras robô, Thales Banzai se jogou de cabeça na direção e produção de projetos criativos diversos. Seus primeiros curtas experimentais foram selecionados para o Festival do Minuto, o Curta Cinema e o Curta-8. Seus créditos incluem a direção do documentário Duas Mulheres, Duas Vidas, Uma Luta, que cruza as trajetórias de Elza Soares e da judoca Rafaela Silva, com milhões de views no YouTube, e o longa documental Favela é Moda, de Emílio Domingos, vencedor do Festival do Rio 2019, onde foi produtor associado. Com produção independente sempre ativa, Thales dirige e produz documentários, videoclipes e curtas exibidos em festivais nacionais e internacionais e lançados no canal Nowness. Além de Antônio Odisseia, desenvolve uma série antológica internacional de suspense com Murilo Hauser e Heitor Lorega (Ainda Estou Aqui). Atualmente vive em Los Angeles, com o coração no Brasil |
| FILMOGRAFIA (selecionada) • Casal (2014) — curta-metragem • Duas Mulheres, Duas Vidas, Uma Luta (2017) — curta-metragem • O Que Os Jovens Chamam de Música (2017) — curta-metragem • Bunda Dura Não Treme (2017) — curta-metragem • Gato Preto(2019) — curta-metragem • Antônio Odisseia (2025) |
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| O ROTEIRISTA E PROTAGONISTA Nascido no Complexo do Alemão (RJ) e premiado no Cannes Lions 2019 com Bluesman, de Baco Exu do Blues, Kelson Succi é ator, poeta, dramaturgo, roteirista e diretor. Diante da falta de oportunidades e do desejo de protagonizar uma história “preta, potente e bela”, idealizou o espetáculo Cuidado com Neguin, sucesso de público em duas temporadas no Rio de Janeiro (Casa Rio e Memorial Getúlio Vargas) e destaque do Dramaturgias 2, do Sesc Ipiranga, em São Paulo. Em 2017, foi artista convidado da People’s Palace Projects para a residência Creative Lab, em Londres, parceria com a Queen Mary University of London. Venceu o prêmio de Melhor Ator no Festival Saindo da Gaveta pelo longa Selvagem (2019), dirigido por Diego da Costa, e participou do festival Arte Core (MAM-RJ), onde realizou a instalação performática Isso Não É Uma Obra do Jackson Pollock, uma crítica à tragédia dos 80 tiros. Formado pelo Teatro O Tablado e pelo Brecha, atuou nas séries Cinema de Enredo e Fim de Comédia, além de ter participações em Filhos D Medea, de Marco André Nunes, e Álbum em Família, de Daniel Belmonte. Foi ainda convidado a apresentar o festival de música brasileira Coala Virtual. |
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| ELENCO Kelson Succi | Antônio (Tony) Iraci Estrela | Ivone (Ivy) Sandro Guerra | Seu Cássio Cláudio Márcio | Maguinho Antônio Pitanga | Sr. Umberto Leci Brandão | Bisa Teuda Bara | Vovó Scheilla Luiz Bertazzo | motorista de aplicativo Lukas Cabral | Deus Sérgio Pardal | Pastor |
| FICHA TÉCNICA Direção | Thales Banzai Roteiro | Kelson Succi Argumento Original | Thales Banzai e Kelson Succi Produção | Thales Banzai, Camila Cornelsen e Mario Peixoto Casting | Bruno Felsmann Narração | Chico César Fotografia | Camila Cornelsen Montagem | Thales Banzai Direção de Arte | Lucas Mariano Figurino | Vinny Araújo Caracterização | Paula Vidal Música Original | Kiko Dinucci Arranjos | Arthur Verocai Vocais | Leci Brandão, Elisa Pieruccini Título original | Tony Odyssey Empresa produtora | 5 pra 2 Coprodução | Seiva Duração | 105 minutos País e ano de produção | Brasil, EUA, 2025 |



