Salvar o mundo virou desculpa pra tudo. Em SACRIFÍCIO, novo filme de Romain Gavras, o diretor de Athena, salvar o mundo virou literalmente jogar alguém num vulcão.
O filme chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta, 15 de outubro, com distribuição da Diamond Films. E chega causando justamente porque não tenta ser sério.
A história se passa na Grécia. Joan, interpretada por Anya Taylor-Joy, lidera um grupo de jovens convencidos de que a humanidade só se salva com uma oferenda humana para um vulcão local. Para cumprir a profecia, eles invadem um jantar beneficente lotado de gente rica, famosa e com discurso pronto sobre sustentabilidade.
De lá, eles escolhem três nomes para o sacrifício.
Ben Bracken, um bilionário pragmático vivido por Vincent Cassel. Katie, uma artista azarada que está no lugar errado, vivida por Ambika Mod. E Mike Tyler, um ator em decadência que foi ao jantar tentar ressuscitar a carreira, papel de Chris Evans. É o anti Capitão América. Sem escudo, sem moral, só com um convite para virar churrasco na lava.
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A graça está exatamente aí. Gavras, que é de família grega, usa mitologia para zoar o presente. Todo mundo no filme jura que quer mudar o mundo. O cultista quer mudar por fé cega. O bilionário quer mudar por marketing. O ator quer mudar para voltar ao tapete vermelho. No meio ficam Salma Hayek e John Malkovich, completando um elenco improvável que ainda tem Charli XCX e Yung Lean no pacote.
O roteiro é do próprio Gavras com Will Arbery, de Succession, então pode esperar diálogo afiado sobre gente rica sendo ridícula em ambiente fechado.
Descrito como comédia sombria com humor ácido e sátira social, Sacrifício não é filme de herói nem de vilão. É filme de gente desesperada tentando parecer importante enquanto um vulcão espera.
Se a ideia de ver Anya Taylor-Joy explicando com toda a calma por que queimar três celebridades é um ato de amor ao planeta te parece divertida, essa é a sua sessão.
Assista o trailer

