GeralApós 16 dias de internação, morre jovem vítima de agressão de ex-piloto no DF

Após 16 dias de internação, morre jovem vítima de agressão de ex-piloto no DF

Rodrigo Castanheira morreu na manhã deste sábado (7) em decorrência de traumatismo craniano. MPDFT já solicitou a prisão contra Pedro Arthur Turra Basso

O Distrito Federal amanheceu em luto neste sábado (7) com a confirmação da morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos. O adolescente estava internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras, há 16 dias, após ter sido espancado na saída de uma festa em Vicente Pires. Ele não resistiu às complicações de um traumatismo craniano severo, sofrido na madrugada de 23 de janeiro.

Conforme o Metropoles, Rodrigo era estudante do Colégio Vitória Régia e descrito por pessoas próximas como um jovem tranquilo e dedicado à família. A última vigília em sua homenagem ocorreu na noite de sexta-feira (6/2), reunindo dezenas de jovens na porta do hospital.

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, manifestou-se oficialmente lamentando a tragédia e solidarizando-se com os familiares. “Recebo com profunda tristeza a notícia da morte de Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de apenas 16 anos, após dias de internação em decorrência de um episódio de violência que chocou o Distrito Federal. Minha solidariedade à família e aos amigos. Sou mãe e sei que a perda de um filho é devastadora. A partida precoce de um jovem fere não apenas quem o amava, mas toda a sociedade, e reforça nosso compromisso com a defesa da vida, da justiça e com a proteção de crianças e adolescentes. Que o Espírito Santo de Deus conforte e fortaleça os corações neste momento de dor”, declarou a vice-governadora.

Investigação

O caso, sob responsabilidade da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), ganhou novos e alarmantes detalhes em uma coletiva de imprensa realizada pelo delegado Pablo Aguiar na última sexta-feira (30/1). Na ocasião, o delegado revelou que o ex-piloto de Fórmula Delta, Pedro Arthur Turra Basso, possui um histórico de episódios violentos, incluindo a suposta tortura de uma adolescente com um taser.

Durante a apresentação dos fatos, o delegado classificou o comportamento de Turra como “sociopata”. A defesa do investigado, conduzida pelo advogado Enio Barros, contestou veementemente: “O delegado não tem competência para definir o comportamento psicológico de ninguém. Isso pode configurar abuso de autoridade”, afirmou Barros.

“Dor de um pai”

 Durante a coletiva na última sexta-feira (30), o delegado Pablo Aguiar não conteve as lágrimas ao detalhar as circunstâncias da agressão. Chorando diante dos jornalistas, Aguiar desabafou que, diante da gravidade do que foi apurado, sentia “a dor de um pai”.

A perda de Rodrigo deixa um vazio imensurável e reacende o debate sobre a violência e a impunidade no DF.

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