Agro é Social busca “gerar independência financeira no campo”, diz Daniel Vilela

Em evento da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) realizado nesta sexta-feira (29), em São Luís de Montes Belos, o vice-governador Daniel Vilela afirmou que o programa Agro é Social é a consolidação de uma política moderna para “gerar independência financeira no campo”. A declaração marcou o encerramento da 16ª edição do programa na regional Rio dos Bois, que investiu mais de R$ 2,9 milhões para capacitar 651 produtores e conceder 590 Cartões do Crédito Social em 20 municípios.

Segundo Daniel, a iniciativa alia qualificação técnica e apoio financeiro para transformar a realidade no campo. Apenas neste ano, destinou R$ 45 milhões ao Crédito Social para agricultores familiares, o maior volume desde a criação do programa. A meta é beneficiar seis mil famílias em 150 municípios. “Não é simplesmente entregar um cartão e manter a pessoa dependente do Estado. É uma política que oferece oportunidade de trabalhar, produzir e conquistar dignidade financeira”, afirmou.

Agro é Social

Os cursos, ministrados de maio a junho, abrangeram áreas como fruticultura, avicultura, piscicultura, panificação, produção de bolos artesanais e conservas. As formações foram realizadas por técnicos da Emater em municípios como Abadia de Goiás, Anicuns, Paraúna, Trindade e São Luís de Montes Belos.

Por meio da capacitação, o Agro é Social visa promover mais oportunidades de renda para quem trabalha no campo. Ainda de acordo com Daniel Vilela, o programa considera as transformações do mercado consumidor, que atualmente tem valorizado produtos orgânicos, frangos e ovos caipiras, por exemplo. “A iniciativa permite que pequenos e médios produtores possam ter uma condição de produzir e ter renda suficiente para uma boa qualidade de vida, criar seus filhos e netos, além de ter o seu próprio negócio. Esse programa do nosso Governo é moderno, inteligente e leva em consideração as transformações do mundo”, destacou o vice-governador.

Ao promover mais formas de gerar emprego e renda, o programa contribuiu para a sucessão familiar no ambiente rural, conforme explica o presidente da Emater, Rafael Gouveia. “Quase 70% do alimento que chega à nossa mesa vem da agricultura familiar. Para manter esse ciclo, precisamos incentivar os filhos dos produtores a permanecerem no campo com tecnologia, inovação e gestão, e é isso que fazemos com o Agro é Social Jovem”, disse.

Novas oportunidades de emprego e renda

Uma das participantes pelo programa foi a produtora rural Katia Aguiar, de 32 anos, mãe solo de três filhos, que concluiu o curso de produção de bolos. Ela relatou o impacto da oportunidade em sua vida. “Foi um divisor de águas. O curso abre portas, profissionaliza e nos dá chance de empreender. Para nós, mulheres da zona rural, é uma possibilidade real de conquistar autonomia”, afirmou.

 

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