O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, mostrou diversos pontos que devem nortear sua plataforma nacional para 2026. Em entrevista ao programa CB.Poder, do Correio Braziliense , Caiado buscou se posicionar como uma alternativa técnica e de resultados, distanciando-se do embate ideológico das redes sociais. “Eu sou um político que não é de likes, nem de polarização, nem de gritaria. Eu sou um político de entregas”, declarou.
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Goiás como vitrine
Caiado utilizou a sua gestão em Goiás que deixou com aprovação superior a 85% para exemplificar como pretende gerir o país. Ele destacou que o equilíbrio fiscal foi o pilar para que o estado alcançasse o primeiro lugar em índices de educação e segurança pública. “O estado não tinha a menor condição de contrair um empréstimo. Resgatamos o equilíbrio fiscal, combatemos a corrupção e a criminalidade. A segurança pública deu o alicerce da governabilidade”, afirmou o ex-governador.
Críticas à economia e combustíveis
Durante a sabatina, o pré-candidato criticou o modelo de gestão do Governo Federal na área de energia. Para Caiado, a falta de uma política de continuidade impede que o Brasil seja autossuficiente, apesar da abundância de recursos naturais. “Não tem nada que atesta mais a incompetência do governo do que essas crises recidivantes em combustíveis.”
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O ex-governador também citou que o Brasil possui o pré-sal e potencial para biocombustíveis, mas carece de refinarias e inovação tecnológica. “Temos independência alimentar, mas não temos independência de produção de combustíveis e energia.”
Proposta de subsídios é chamada de “assalto”
Questionado sobre o uso de subvenções e renúncias fiscais para segurar o preço dos combustíveis, Caiado classificou a estratégia como um “assalto aos estados e municípios”. Segundo ele, a União lucra com royalties e impostos de exportação de petróleo enquanto transfere o ônus das subvenções para os entes federativos. “O governo é acéfalo. Ele se preocupa em discutir a polarização e não a política estruturante necessária para o país”, disparou.
Juros e endividamento
Caiado fez um panorama sobre os juros no Brasil. Ele argumentou que programas sociais de crédito e renegociação de dívidas perdem o efeito diante da taxa Selic elevada, que ele atribui à “irresponsabilidade fiscal” do atual governo. “Como você vai resolver se a causa determinante é uma taxa de juros de 14,75%? É um falso positivo. O Banco Central é obrigado a tomar medidas porque o governo é gastador e aumentou o endividamento em R$ 870 bilhões”, concluiu o pré-candidato.

