Mais conforto e agilidade para o passageiro: o sistema de transporte coletivo do DF incorporou 343 novos ônibus no último ano, alcançando a marca de 2.831 veículos renovados.
O balanço da Semob-DF revela ainda a expansão do serviço dos “Zebrinhas”, que agora operam 27 linhas em 15 regiões administrativas. O foco agora se volta para a modernização tecnológica, com a ampliação da frota elétrica e a construção de pontos estratégicos de carga para os novos veículos que chegam em 2026.
Renovação e modernização da frota
A renovação da frota de ônibus do Distrito Federal está próxima de ser concluída. Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, com a chegada de mais 120 veículos até março, 100% dos ônibus do sistema serão substituídos. No início de fevereiro foram entregues 23 novos coletivos da Viação Marechal em Taguatinga Sul, que já circulam em cerca de seis regiões administrativas e integram a etapa final da troca da chamada “linha baixa”, atendendo a linhas que passam por Águas Claras, Arniqueira, Ceilândia, Guará, Park Way e Taguatinga.
Os novos ônibus são equipados com tecnologia Euro 6 — padrão que reduz em até 80% a emissão de gases poluentes —, ar-condicionado, elevador para acessibilidade, câmeras de monitoramento, sistema de GPS e portas dos dois lados, permitindo a operação tanto no Boulevard do Túnel Rei Pelé quanto nos corredores exclusivos da EPTG e da Epig, ao longo do Eixo Oeste. Além disso, há um sistema de segurança denominado “Anjo da Guarda”, pelo qual o motorista só consegue movimentar o veículo quando as portas estão fechadas, trazendo mais segurança aos passageiros.
Com as entregas mais recentes, o DF passa a ter a frota mais nova do Brasil, com idade média inferior a três anos, além de concentrar o maior número de veículos com tecnologia Euro 6 no país. Com os novos coletivos, a Viação Marechal já renovou mais de 71% dos 510 ônibus em operação. Outros 147 veículos estão previstos para chegar até abril, o que deve concluir a substituição total da frota. “Estamos recuperando a qualidade com essa frota nova, ampliando o número de acessos e isso tudo gera inclusão social, desenvolvimento econômico, combate à desigualdade, uma Brasília com mais mobilidade e um Distrito Federal todo integrado”, ressaltou o secretário.
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Transporte mais acessível
Os números de acessos ao transporte coletivo já superam os níveis registrados antes da pandemia. Em 2019, o sistema contabilizava cerca de 350 milhões de viagens por ano. Em 2025, esse número chegou a aproximadamente 390 milhões. Para atender a esse crescimento, a frota foi ampliada com quase 300 veículos além do quantitativo inicialmente previsto em licitação.
Entre os pontos que influenciaram neste cenário estão a política de gratuidade e o congelamento tarifário. Atualmente, cerca de 37% dos acessos ao sistema são realizados por usuários beneficiados por algum tipo de gratuidade, como o Passe Livre Estudantil e o programa Vai de Graça — descrito por Zeno como “o programa de gratuidade mais robusto do Brasil”.
“Em São Paulo, por exemplo, eles têm o Domingo de Graça, mas é só para a rede municipal, e o metrô não é gratuito. Aqui, nós temos a universalidade do sistema de transporte, além do Passe Livre Estudantil mais abrangente de todo o Brasil. Transporte é uma política prioridade e demonstramos isso nos números”, afirmou o secretário.
Zeno frisou também que, mesmo com reajustes sendo adotados em outras capitais e no Entorno do DF, a tarifa no Distrito Federal permanece congelada, com valor médio de R$ 3,93 — o mais baixo do país. “Quando você congela a tarifa, você está tirando um gasto extra do bolso das famílias. Essa decisão mantém o transporte acessível e funciona como um programa de transferência de renda, sem onerar o trabalhador”.

