O Ministério da Saúde do Brasil iniciou as tratativas com o governo da Venezuela para o envio imediato de insumos médicos e profissionais de saúde. A ação humanitária visa socorrer o país vizinho, que foi severamente atingido por dois fortes terremotos, de 7.2 e 7.5 graus na escala Richter.
O ministro da Saúde brasileiro, Alexandre Padilha, confirmou que mantém contato direto com as autoridades venezuelanas e com órgãos internacionais para estruturar a logística de atendimento às vítimas. “Desde ontem pela noite, seguindo diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fizemos contato com a OPAS [Organização Pan-Americana da Saúde] e o Ministério da Saúde do nosso país vizinho, colocando-nos à disposição para qualquer ação humanitária”, afirmou o ministro por meio de suas redes sociais.
Atuação conjunta com a OPAS e a ONU
Apesar da mobilização preventiva das equipes médicas brasileiras, a assessoria do Ministério da Saúde ressaltou que ainda aguarda a formalização de um pedido oficial de ajuda por parte do governo venezuelano para autorizar o deslocamento das fronteiras.
Paralelamente, a OPAS — braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) — já atua em solo venezuelano na linha de frente do desastre. O diretor da instituição, Jarbas Barbosa, destacou que o planejamento estratégico conta com apoio internacional direto de Washington:
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Ações locais: Equipes da OPAS na Venezuela trabalham junto às autoridades locais mapeando hospitais e necessidades de medicamentos.
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Ações globais: O Centro de Operações de Emergência, nos Estados Unidos, apoia as respostas em tempo real e atua em coordenação com a ONU e parceiros globais para suprir as demandas médicas mais urgentes.
Projeções apontam gravidade no impacto humano e econômico
Até o momento, o balanço oficial das autoridades da Venezuela registra 164 mortos e 970 feridos. Contudo, o cenário real pode ser substancialmente mais grave. Estudo e projeções do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam a probabilidade de que as vítimas totais alcancem a casa das dezenas de milhares.
Em termos de infraestrutura e economia, o USGS estima que as perdas financeiras decorrentes da destruição dos abalos sísmicos fiquem entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano. A gravidade da crise mobilizou chefes de Estado de diversos continentes, que também preparam o envio de suporte humanitário nas próximas horas.

