Maduro e sua esposa responderão por tráfico de drogas em Nova York; Trump anuncia administração direta do país e governo brasileiro aciona plano de emergência na fronteira
O ex-líder venezuelano Nicolás Maduro desembarcou neste sábado (3) em Nova York, escoltado por agentes federais, após ser capturado em uma operação militar liderada pelos Estados Unidos. O desdobramento ocorre em meio a uma ofensiva aérea sem precedentes na região, alterando o cenário político da América Latina e colocando países vizinhos em alerta.
Segundo informações da imprensa norte-americana, Maduro e a esposa serão processados por tráfico internacional de drogas. Vale ressaltar que, até o momento, o governo dos Estados Unidos não apresentou publicamente as provas que sustentam tal acusação. Após o desembarque, o casal foi deslocado de helicóptero até Manhattan, onde fica a sede da Drug Enforcement Administration (DEA).
De acordo com o protocolo das autoridades locais, após passarem pela sede da agência, ambos serão encaminhados a presídios federais. Eles deverão permanecer detidos enquanto respondem às imputações criminais feitas pela justiça dos Estados Unidos.
Mais cedo, em coletiva de imprensa, o presidente Donald Trump fez sua primeira manifestação oficial após a invasão militar e a captura de Maduro. O líder estadunidense afirmou que o próprio governo dos Estados Unidos vai administrar a Venezuela a partir de agora, mantendo o controle do país até que se possa realizar uma transição de poder.
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A operação militar que resultou na queda do regime venezuelano foi detalhada por autoridades norte-americanas como uma ação planejada por meses. A investida envolveu cerca de 150 aeronaves e teve como objetivo central a neutralização de pontos estratégicos e a captura de lideranças do governo venezuelano.
No Brasil, o governo federal acompanha com extrema atenção os desdobramentos do ataque. Em resposta ao cenário de instabilidade, Brasília já colocou em prontidão um plano de contingência voltado à gestão de um eventual aumento expressivo do fluxo migratório na fronteira norte do país, especificamente no estado de Roraima.
Fontes ligadas ao governo brasileiro afirmaram que, nas últimas semanas, a Casa Civil realizou uma série de reuniões para estruturar uma resposta oficial à crise. O plano, concluído há cerca de duas semanas, foi elaborado justamente prevendo a possibilidade de uma escalada militar envolvendo a Venezuela e os Estados Unidos.
O planejamento brasileiro prevê medidas articuladas entre diversos ministérios e órgãos federais. O foco central das ações é garantir a segurança nacional e oferecer assistência humanitária para lidar com o possível ingresso massivo de refugiados e migrantes que fujam do conflito em território venezuelano.

