EconomiaEm apenas sete meses, 105 empresas aderem ao ProGoiás

Em apenas sete meses, 105 empresas aderem ao ProGoiás

Programa do Governo de Goiás oferece crédito outorgado, sem financiamento, de forma desburocratizada para garantir segurança jurídica e impessoalidade para setor industrial

Em apenas sete meses de vigência do novo modelo de incentivo fiscal do Governo de Goiás, o Programa de Desenvolvimento Regional (ProGoiás), 105 empresas aderiram ao benefício, sendo 65 que migraram para a modalidade no ano passado, 14 que não usufruíam de programas fiscais e optaram pela nova regra este ano, além de 26 que migraram em 2021.

O ProGoiás entrou em vigor no dia 07 de outubro de 2020 com a publicação do decreto número 9.724 (regulamentando a Lei 20.787), que prevê oferecer crédito outorgado, sem financiamento, de forma desburocratizada e garantindo a segurança jurídica e impessoalidade para o setor industrial.

LEIA TAMBÉM:

Além de objetivar o incentivo, a instalação e o desenvolvimento de empreendimentos industriais, as novas regras também preveem a expansão, modernização ou diversificação dos setores industriais; o aumento da competitividade entre contribuintes; a inovação e a renovação tecnológicas; o aumento da geração de empregos; a redução das desigualdades sociais e regionais; o estímulo à formação ou o aprimoramento de arranjos produtivos locais; e a ampliação do aproveitamento da cadeia produtiva existente no Estado.

Entre as principais mudanças do novo incentivo, além das facilidades e do crédito outorgado sem financiamento, consta a mudança da política tributária do Fundo de Proteção Social do Estado (Protege). No Programa Produzir é cobrado 15%, já no ProGoiás o percentual inicial é de 10%, reduzindo gradativamente até 6% a partir do 25º mês de enquadramento no programa; e a celebração por dois meses, ao contrário de dois anos como no Produzir.

Outra vantagem do novo programa é o tempo que se ganha, tanto dos empresários quanto dos técnicos do governo, para realizar a auditoria de quitação, que inclui fatores de descontos que confirmam posteriormente os incentivos. Com o ProGoiás não há necessidade de auditoria de quitação, dispensando a contratação de vários profissionais para esse fim, o que ao final aumenta os custos das empresas.

Para o governador Ronaldo Caiado, o novo modelo tem como metas diversificar a indústria, impulsionar a inovação e reduzir as desigualdades sociais e regionais. “Eu quero que haja um sentimento de espírito público em todos os nossos empresários. Enxerguem também essas regiões do Norte e Nordeste, Vale do Araguaia, desassistidas, em que as pessoas deverão ter ali o mínimo de condição”, defende. Ele argumenta ainda que “esses projetos [incentivos fiscais] têm que ter muita responsabilidade e não podem ter nenhuma vertente eleitoreira nem politiqueira”.

O secretário José Vitti, titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços, aproveitou o aniversário de sete meses do incentivo para relembrar como o ProGoiás foi idealizado. “Ouvimos os empresários e chegamos à conclusão que era necessário facilitar o processo de adesão e usufruto de incentivos fiscais oferecidos pelo Governo de Goiás”, contou. “Sem uma escuta ativa não seria possível idealizarmos um projeto como o que temos hoje, desburocratizado, com segurança jurídica e impessoalidade para o empresário e que tem como retorno a geração de emprego e renda para o Estado”, apontou.

“Agora é um momento em que estamos colhendo os frutos, vencemos uma etapa. Esse sucesso nos resultados é prova de que as empresas já estão seguras, já estudaram o ProGoiás e puderam confirmar as vantagens em todos os aspectos. Ou seja, um programa muito mais simples, menos burocrático e menos oneroso para as empresas”, ressalta a secretária da Economia, Cristiane Schmidt.

 

Últimas