Uma pesquisa da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) revela que o Brasil não atingirá a meta de redução da desnutrição infantil até 2025. O estudo, publicado na “Revista Brasileira de Epidemiologia”, identifica cinco indicadoreschave que perpetuam o problema, com destaque para o analfabetismo, pré-natal insuficiente, trabalho infantil, baixo peso ao nascer e a inatividade de jovens mulheres.
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Dados
A pesquisa, que utilizou dados do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades — Brasil (IDSC-BR), revelou dados inesperados, como a alta prevalência de baixo peso ao nascer na região Sul, atribuída à subnotificação de nascidos vivos no Norte e à alta taxa de cesáreas no Sul.
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Curiosamente, indicadores como pobreza, desemprego e moradia em favelas não foram apontados como determinantes diretos da desnutrição, o que surpreendeu os pesquisadores.
A nutricionista Eliete Costa Oliveira, autora principal do artigo, enfatiza a necessidade de melhor gestão de recursos e maior investimento nas áreas mais afetadas. Ela destaca a importância de políticas públicas voltadas para o público materno-infantil, visando melhorar a oferta de serviços de saúde, a assistência pré-natal, ao parto e puerpério, o investimento em educação infantil e a promoção da igualdade de gênero no mercado de trabalho.
Quem financiou a pesquisa?
O grupo de pesquisa da UFMA, que contou com financiamento da CAPES e da FAPEMA, agora se dedica a analisar a evolução da desnutrição infantil entre 2008 e 2023, projetando sua tendência até 2030, com o objetivo de fornecer informações valiosas para o planejamento de políticas públicas eficazes no combate a esse grave problema social.
Com informações da Agência Bori

