PolíticaCelina Leão detalha proposta de R$ 15 bilhões para o BRB e denuncia "abandono" do Governo Federal

Celina Leão detalha proposta de R$ 15 bilhões para o BRB e denuncia “abandono” do Governo Federal

Durante o programa "Vozes da Comunidade", governadora revelou que fundo privado propôs compra de ativos do Master; operação aguarda aval do Banco Central e não utiliza recursos públicos

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), aproveitou a sua participação na série “Sabatinão do Povo”, do programa Vozes da Comunidade, neste sábado (11), para detalhar a estratégia de recuperação do Banco de Brasília (BRB). Em um tom de desabafo e cobrança, a gestora revelou os detalhes de uma proposta de R$ 15 bilhões para sanear a instituição e criticou duramente o que chamou de “isolamento” imposto pelo Governo Federal.

A Proposta de R$ 15 bilhões

Segundo Celina, um fundo de investimentos privado apresentou formalmente uma oferta para adquirir ativos oriundos do antigo Banco Master que hoje compõem a carteira do BRB. A operação está estruturada da seguinte forma:

  • R$ 4 bilhões pagos à vista, em um prazo de 30 dias.

  • R$ 11 bilhões em ações subsidiárias, vinculadas à recuperação futura desses ativos.

Ela enfatizou que a negociação será submetida ao Banco Central (BC) para garantir total transparência, embora tecnicamente pudesse ser tratada como uma operação privada. Ela garantiu ainda que o plano não envolve aporte de recursos públicos nem compromete o caixa do GDF, protegendo o patrimônio do brasiliense.

Críticas ao Governo Federal: “Se fosse aliado, já estaria resolvido”

 Celina comparou a situação do BRB com o socorro federal dado a outras instituições financeiras. A governadora citou que, recentemente, a União destinou quase R$ 8 bilhões para apoiar um banco privado menor que o BRB, enquanto ignora a crise do BRB. “Não tinha nenhum banco público federal sentado na mesa para discutir conosco. Os bancos privados entraram e nos ajudaram muito, mas até agora não houve nenhuma sinalização da parte pública. Há um isolamento do que está acontecendo aqui”, declarou Celina no Vozes da Comunidade.

A chefe do executivo também afirmou que a falta de suporte tem motivação política: “Se fosse um governo aliado, a Caixa já teria ajudado ou o próprio presidente já teria dado uma determinação. Mas aqui a ordem é: ‘vocês que se virem’.”

Confira abaixo a entrevista onde a governadora detalha a operação financeira 

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