Presidente brasileiro classificou ação militar dos EUA como violação do direito internacional e pediu resposta vigorosa da ONU para preservar a América Latina como zona de paz
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se oficialmente neste sábado (3) sobre a operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela. Em tom de forte condenação, Lula afirmou que os bombardeios em território venezuelano e a captura de Nicolás Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável”.
Para o chefe do Executivo brasileiro, os atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela. Ele alertou que a ofensiva abre um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional, ao ignorar os canais diplomáticos em favor do uso da força.
- ✅ Inscreva-se no canal do Portal 84 no WhatsApp, Youtube e visite as nossas páginas no Facebook ,Threads e Instagram
Lula enfatizou que atacar nações em flagrante violação do direito internacional é o primeiro passo para um cenário global de violência, caos e instabilidade. Segundo o presidente, tais ações permitem que a “lei do mais forte” prevaleça sobre o multilateralismo, princípio defendido pela diplomacia brasileira.
A nota divulgada reforça que a condenação ao uso da força é consistente com a posição histórica do Brasil em conflitos recentes em outras regiões. O presidente destacou que o respeito à soberania das nações deve ser a base das relações internacionais.
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em…
— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026
De acordo com o presidente, a intervenção militar comandada por Donald Trump remete aos “piores momentos” da história de interferência externa na política da América Latina e do Caribe. Lula alertou que esse tipo de ação ameaça a preservação da região como uma zona de paz e estabilidade.
Ao final de sua manifestação, Lula fez um apelo institucional e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU) diante do episódio. O presidente reiterou que o Brasil condena as ações militares e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação entre os países.

