O ex-deputado Geraldo Magela (PT) utilizou suas redes sociais para anunciar que abriu mão de sua pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal.
No vídeo publicado, Magela afirmou que a decisão foi tomada em nome da “unificação do partido”, mas o cenário que se desenha após sua saída é de extrema dificuldade para a esquerda.
Com Magela focando agora em uma cadeira na Câmara Federal, o PT fica sem um nome de peso para o Buriti, restando apenas candidaturas que, até o momento, não saíram do lugar nas pesquisas.
Aposta no “arrasto”: Grass e Cappelli sem favoritismo
Sem a figura histórica de Magela na disputa majoritária, o PT agora tenta viabilizar os nomes de Leandro Grass (PT) e Ricardo Cappelli (PSB). Contudo, os números mostram que ambos se arrastam nas intenções de voto e não conseguem empolgar o eleitorado:
* Leandro Grass (PT): Mesmo após o desempenho em 2022, Grass aparece estagnado, oscilando entre 13% e 16% nos principais levantamentos.
* Ricardo Cappelli (PSB): O ex-interventor federal ainda não conseguiu tração popular, amargando índices que variam entre 5% e 7%.
Analistas políticos dizem que o recuo de Magela aponta a dificuldade da esquerda em encontrar nomes que dialoguem com o eleitorado brasiliense. O que se vê agora é uma tentativa de manter um palanque de Lula no DF.
Enquanto a esquerda tenta se reorganizar com candidaturas que não decolam, a vice-governadora Celina Leão (PP) consolida seu favoritismo absoluto na disputa do governo.

