A governadora Celina Leão (PP) incluiu a recuperação e o fortalecimento do BRB como uma das prioridades do plano de governo para 2027-2030, protocolado na Justiça Eleitoral, em meio ao escândalo das operações com o Banco Master – transações alvo de investigação que culminaram no afastamento e na prisão do então presidente da instituição, Paulo Henrique Costa.
No documento, o Banco de Brasília é tratado como patrimônio estratégico do Distrito Federal e o futuro da instituição ganhou um capítulo exclusivo, o Eixo 4. São 9 ações listadas.
A primeira é blindar a gestão. O texto coloca como prioridade aprimorar governança corporativa, integridade, controles internos, gestão de riscos e transparência para garantir a solidez e preservar o patrimônio público.
Para o correntista, a promessa é modernizar plataformas e serviços digitais para simplificar a jornada, mas mantendo o atendimento presencial e humanizado nas agências, com atenção especial a idosos e a quem tem dificuldade com ferramentas virtuais.
No crédito, o plano leva o BRB para as RAs. Prevê ampliar o microcrédito produtivo com linhas adaptadas à vocação de cada Região Administrativa, com orientação financeira para abrir, modernizar ou expandir negócios. E para destravar o acesso, propõe criar e ampliar mecanismos de garantia para micro, pequenas e médias empresas que não têm garantias suficientes.
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O documento ainda prevê integrar a liberação do crédito a programas de capacitação e assistência técnica em parceria com órgãos do GDF, manter o banco como financiador de obras de infraestrutura, mobilidade e desenvolvimento urbano, e abrir linhas para startups, economia criativa e transição energética, com capital semente e capital de risco.
Para o funcionalismo, o plano promete fortalecer o crédito imobiliário, consignado e produtos específicos, com ações de educação financeira. E para famílias e pequenos empresários, um programa de renegociação de dívidas e orientação para prevenir o superendividamento.
Em entrevista à CNN Brasil na última segunda-feira (17), Celina afirmou que tem trabalhado para reverter a crise no BRB e defendeu a despolitização do debate sobre as garantias operacionais. Na sabatina, ela disse que o GDF apresentou fundos públicos como lastro no STF para obter o aval da União e que medidas fiscais como o corte de 25% nos contratos de custeio foram adotadas para manter a liquidez e garantir serviços essenciais como folhas de pagamento, 16 programas sociais e a bilhetagem do transporte.

