“O segmento evangélico vai ter uma importância preponderante. Primeiro, somos hoje oficialmente, eu creio que muito mais, mas pelo próprio IBGE somos algo em torno de 35% da nação, ou seja, é mais de 1/3 da nação que se diz evangélica; isso decide qualquer eleição”, afirmou o deputado Daniel Castro. As declarações foram durante sua entrevista concedida ao programa Vozes da Comunidade.
Segundo o parlamentar, a influência do voto cristão em 2026 será sentida em todo o país, desde as disputas estaduais até a Presidência da República. Castro destacou que a força do setor reside na sua estrutura institucional organizada, o que ele define como a necessidade de proteção da “igreja CNPJ”. “Você veja bem o poder de influência que nós temos para levar uma mensagem mostrando que nós precisamos estar unidos naquilo que é a defesa de valores da família tradicional, dos valores cristãos, da nossa voz que estão querendo nos tirar. A igreja abriu o olho para isso e nós, através da nossa liderança, somos escolhidos os melhores candidatos. Eles buscam candidatos com estrutura, com conhecimento, com formações, para colocar esse pessoal na política para ir para dentro do parlamento brigar”, explicou.
- ✅ Inscreva-se no canal do Portal 84 no WhatsApp, Youtube e visite as nossas páginas no Facebook ,Threads e Instagram
Críticas à “supressão de direitos” e batalhas judiciais
Durante a entrevista, Daniel Castro demonstrou preocupação com o que classifica como um avanço das minorias sobre os direitos da maioria conservadora. Ele afimou que a liberdade de pregação religiosa está sob ameaça e relatando perseguições judiciais. “Nós vivemos um momento em que as minorias, ao invés de buscar os seus direitos, elas estão suprimindo o direito da maioria. Eu respondia a três processos até semana passada por fazer defesa de família. Um acabou, o Ministério Público pediu o sepultamento dele, o que era extremamente razoável porque eu estou falando como parlamentar coberto pelas imunidades, mas ainda respondo a dois outros processos por ter protegido os meninos de fé evangélica nas escolas sendo obrigados a ouvir doutrinação de outras religiões”, disse.
Defesa da bancada feminina
- Novas viaturas e drone entregues à PMDF reforçam segurança no Distrito Federal
- Eleições 2026: campanha do TSE ensina eleitor a reconhecer fake news
- Celina Leão prestigia encenação da Paixão de Cristo em Planaltina
- Sesc-DF abre processo seletivo para médicos especialistas com salário inicial de R$ 14,2 mil
- ABBP estreita laços com Taiwan para promover cobertura sobre oportunidades de investimento
Ao projetar a renovação da Câmara Legislativa (CLDF), o deputado foi enfático ao defender o aumento da bancada feminina para combater o que ele chama de perda de direitos das mulheres para a ideologia de gênero. “Outra bancada que eu espero muito que cresça é a bancada feminina. Nós precisamos ter mais mulheres na Câmara Legislativa para que a gente possa fazer o enfrentamento dos direitos das mulheres que também estão sendo subtraídos por esse modelo da cultura Woke. Você vê hoje, temos na presidência da Comissão das mulheres no Congresso Nacional uma trans, o que não é razoável”, enfatizou Castro.
O parlamentar prosseguiu também falou sobre representatividade biológica. “Nada contra, mas não pode falar dos direitos das mulheres aquela que não gera, que não menstrua, não tem menopausa, que não sabe o que é uma amamentação. São direitos que foram a ferro e fogo conquistados e hoje nos são tirados. Você vê aí nas grandes competições, a pessoa nasceu biologicamente masculino, se identifica por gênero feminino e vai disputar a competição feminina. É uma estrutura masculina, é desleal. Onde você vai travar essas coisas? É no parlamento, criando estruturas de leis.”
Ao finalizar sua fala, o deputado deixou um alerta sobre o perfil dos candidatos que devem ser eleitos pela base cristã. “Espero muito que essas bancadas feminina e evangélica possam ter um crescimento muito forte na Câmara Legislativa para que a gente possa fazer um embate mais forte. E espero muito que os que para lá forem tenham coragem. O grande problema é a gente eleger e às vezes as pessoas não terem a coragem de fazer o enfrentamento. Se não, daqui a pouco a maioria será invertida: nós seremos, ao invés de líderes da maioria, líderes das minorias”, concluiu.
Sobre o programa
O Vozes da Comunidade estreou este sábado (04) sob o comando do experiente jornalista Toni Duarte, do portal Radar DF. O projeto, que conta com a participação de profissionais de diversas regiões, se se consolida como uma nova vitrine de informação de qualidade e análise política.
Assista na íntegra

