Diante de uma crise em saúde mental, cada palavra e cada decisão podem fazer a diferença no cuidado do paciente. Pensando na importância de uma atuação preparada e sensível nesses momentos, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta sexta-feira (20), um encontro voltado ao manejo de pacientes em situações de urgência psicológica.
Realizada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a atividade foi organizada pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep) e reuniu colaboradores e estudantes interessados na temática. O objetivo foi fortalecer o trabalho em equipe, aprimorar a comunicação terapêutica e ampliar a qualidade do atendimento prestado à população.
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Durante o encontro, foram discutidas estratégias de intervenção em momentos de crise, além de desafios ainda presentes no tratamento psiquiátrico, como o preconceito e o estigma social. A importância da escuta qualificada e da atuação integrada da rede de cuidado também esteve entre os principais pontos debatidos.
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Entre as estratégias apresentadas esteve o método “A E I O U”, sigla para Acolhimento, Escuta ativa, Identificação de fatores, Orientações e Ultimar. A proposta orienta a atuação dos profissionais desde o primeiro contato com o paciente, priorizando a criação de vínculo, a compreensão das necessidades e a proteção contra riscos adicionais.
A assistente social Beatriz Liarte, responsável pela mediação do encontro, destaca que não existe uma fórmula única para lidar com situações de crise. “Hoje eu fiz uma intervenção de uma forma, mas amanhã posso precisar utilizar uma abordagem totalmente diferente. Não é algo padronizado”, explica.
Segundo ela, além do cuidado clínico, é fundamental pensar na reinserção social e no preparo do paciente para a vida em comunidade. “O paciente precisa ser preparado para viver em sociedade”, afirma.

