A campanha Julho Amarelo acende o alerta para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento das hepatites virais no Distrito Federal. As infecções afetam o fígado e, por evoluírem de forma silenciosa e sem sintomas nas fases iniciais, podem levar a complicações severas como cirrose e câncer hepático quando descobertas tardiamente. Entre 2021 e 2025, o DF contabilizou 1.444 novos casos da doença, dos quais 914 foram relativos à hepatite C, 526 à hepatite B e 4 à hepatite D. No mesmo período, 206 mortes foram notificadas em decorrência dos tipos B e C.
Para combater o avanço das infecções, a vacinação figura como uma das estratégias de maior eficácia e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O esquema para a hepatite B começa ainda na infância, com quatro doses para bebês ao nascer e aos 2, 4 e 6 meses. Já para crianças a partir de 7 anos, adolescentes e adultos não vacinados, a proteção é garantida em três doses. No caso da hepatite A, o imunizante infantil é aplicado aos 15 meses, enquanto a versão adulta é direcionada a grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, usuários de PrEP e pacientes com hepatopatias crônicas.
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Além do imunizante, as UBSs em todo o Distrito Federal oferecem testes rápidos gratuitos, com resultados entregues em poucos minutos. A testagem é recomendada para a população em geral e torna-se indispensável no primeiro trimestre da gestação. Como medidas adicionais de proteção, a Secretaria de Saúde reforça a necessidade do uso de preservativos nas relações sexuais, do consumo de água tratada e da higienização de alimentos, além do cuidado de jamais compartilhar objetos de uso pessoal ou perfurocortantes, a exemplo de lâminas de barbear, alicates de unha, seringas e escovas de dente.

