Especialistas estão otimistas e os testes em humanos devem ser feitos ainda este ano
A empresa de biotecnologia Moderna anunciou o desenvolvimento de imunizantes contra o HIV a partir da mesma tecnologia usada contra a covid-19. A notícia foi dada nesta terça-feira, 20 de abril, durante uma apresentação para investidores.
A vacina é baseada em mRNA –ou RNA mensageiro. Os especialistas, no entanto, são cautelosos. Apesar do sucesso da vacina contra o novo coronavírus, o combate ao HIV envolve outras abordagens. “É um jogo de bola muito diferente”, define Rafick-Pierre Sekaly, professor de virologia da Emory University. Ocorrida a infecção, o vírus da aids permanece ativo em um pequeno número de células do organismo.
A expectativa é testar duas vacinas contra o HIV em seres humanos ainda este ano. Enquanto umas das imunizações usa um componente proteico, a outra determinará se antígenos sintéticos semelhantes ao vírus podem deflagrar a resposta imune desejada. As pesquisas resultam da colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde, Scripps Research e a Fundação Gates, entre outros parceiros.
O objetivo da empresa americana é mostrar que a vacina baseada em mRNA pode deflagrar a produção de anticorpos contra variantes do HIV circulantes no mundo. “Pense nas pessoas que morrem de HIV todos os anos”, disse Stephane Bancel, CEO da Moderna.
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“Elas não estão vivas porque não têm à disposição uma terapia incrível.”
Embora os pesquisadores estejam entusiasmados com a perspectiva de usar o mRNA para desenvolver uma vacina contra o HIV, eles acreditam que há um longo caminho pela frente. “Tivemos um resultado tão espetacular com o coronavírus que precisamos embarcar nesta plataforma e testá-la. Nenhuma das outras plataformas [de HIV] gerou qualquer indício de resultados promissores”, disse Sekaly, que estuda o assunto por décadas.
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Cerca de 1,7 milhão de pessoas foram infectadas pelo HIV, em 2019. E 700 mil morreram vítimas da aids. Desde o início da epidemia, na década de 1980, centros de pesquisa do mundo todo buscam uma vacina contra a doença.
Com informações da Época Negócios

