Distrito FederalGDF e Câmara dos Deputados debatem reserva de vagas para mulheres vítimas de violência

GDF e Câmara dos Deputados debatem reserva de vagas para mulheres vítimas de violência

Em evento na Câmara, Secretaria da Mulher destacou os 14 acordos de cooperação que já garantiram emprego formal a 365 mulheres no DF

A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) marcou presença, nesta segunda-feira (9), no 1º Encontro da Empregabilidade Feminina, realizado na Câmara dos Deputados. O evento serviu para consolidar o diálogo sobre o Acordo de Cooperação Técnica nº 179/2025, que reserva vagas de emprego para mulheres atendidas pela pasta em contratos da Casa.

A vice-governadora, Celina Leão, reforçou que a independência financeira é o pilar central para quebrar o ciclo da violência doméstica. “Uma mulher com emprego, renda e independência financeira tem mais condições de se libertar de relações abusivas e recomeçar a vida com dignidade. Essa ação fortalece uma política pública que salva vidas”, afirmou Celina.

Como funcionam as cotas de empregabilidade

Os acordos de cooperação técnica (ACTs) são instrumentos práticos de inserção no mercado de trabalho. Entenda os critérios:

  • Reserva de Vagas: Entre 2% e 8% das vagas em contratos de serviços contínuos devem ser destinadas a mulheres em situação de vulnerabilidade.

  • Público-alvo: Mulheres vítimas de violência doméstica, além de mulheres em situação de rua, pessoas trans, quilombolas, indígenas e refugiadas.

  • Suporte: As contratadas recebem acompanhamento de equipes multidisciplinares com psicólogos, pedagogos e assistentes sociais.

Resultados e expansão

Atualmente, a SMDF mantém 14 acordos ativos, que já resultaram na contratação formal de 365 mulheres. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou que o encontro na Câmara é um passo fundamental para ampliar esse alcance. “Sabemos que a violência contra a mulher muitas vezes está associada à dependência financeira. Por isso, trabalhamos para transformar essa realidade oferecendo oportunidades reais de recomeço”, pontuou a secretária.

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