Com o tema “Conectadas, Seguras e Vivas”, o governo federal inicia a campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, mobilização que ocorre de 20 de novembro a 10 de dezembro.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5) pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante participação no programa Bom Dia, Ministra.
Ela detalhou uma série de ações integradas para estimular a autonomia econômica das mulheres e o enfrentamento ao racismo e ao feminicídio.
“Estamos estimulando que cada estado e município se envolva nisso. Estamos falando de todas as dimensões da vida das mulheres e o quanto a sociedade tem responsabilidade nisso.”
Ações e protocolos de proteção
- Programa Antes que Aconteça reconhece iniciativas de combate à violência de gênero
- Entidades do setor industrial e comercial acionam o STF contra o fim da 6×1
- No Dia da Favela, 12,3 mil comunidades recebem código de endereçamento postal (CEP)
- Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas: trio compete pelo título de Craque da Torcida
- Unicef afirma que nenhum país do G20 estabelece maioridade penal abaixo dos 18 anos
Durante os 21 dias de engajamento nacional, o Ministério das Mulheres oficializará medidas para o acolhimento e a segurança feminina no país e nas fronteiras:
- Protocolo “Não É Não”: publicação de portaria que formaliza a capacitação de equipes em bares, restaurantes e estabelecimentos de entretenimento para acolher e orientar mulheres vítimas de importunação.
- Primeira Casa da Mulher Brasileira de Fronteira: previsão de inauguração até o fim do ano em Foz do Iguaçu (PR). A unidade atuará em diálogo com órgãos de países vizinhos para construir um pacto do Mercosul de enfrentamento ao feminicídio.
- Espaços Digitais Livres de Violência: lançamento de um projeto de cooperação técnica (Pro-doc) em parceria com a Unesco.
- Mobilização Nacional: realização do Dia M, unindo estados e municípios, além do lançamento do livro “Quando o Estado Escuta”.
Autonomia e representatividade
Além do combate direto à violência, Márcia Lopes defendeu a articulação entre renda, trabalho e educação como pilar fundamental de proteção.
O ministério atua em parceria com outras pastas por meio de iniciativas como o Programa Acredita e o Mulheres Mil, estimulando gestões locais a implementarem diagnósticos estruturados de autonomia econômica.
No campo da representatividade, a ministra comemorou o avanço da presença feminina no Congresso Nacional nas Eleições 2026.
“Infelizmente, algumas mulheres incríveis não foram eleitas, mas nós tivemos sim um avanço na bancada federal, na Câmara e no Senado. Saímos de 91 para 109 mulheres”, destacou a ministra.
“Elegemos mulheres negras e jovens que vão dar muito trabalho para os machistas, para os misóginos, para os conservadores que infelizmente ainda temos.”

