Quem observa de longe nem imagina que Heitor, 4 anos, está internado. Ele sobe as escadas do elevador, desce com um sorriso e repete o ciclo novamente.
Para a mãe, Giovana Oliveira, 27 anos, a brincadeira é um alívio durante a internação do filho por hipotermia no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). “Esse parquinho ajuda bastante, porque eles ficam relaxando. No quarto, eles ficam muito inquietos, então é incrível um espaço desses”, conta.
A pequena Haia, 1 ano e 6 meses, também concorda, mesmo sem proferir isso em palavras. A pequena se diverte no playground, subindo os degraus e criando coragem para descer no escorregador.
A mãe, Iasmin Oliveira, 26 anos, conta que é o segundo dia em que a filha brinca no parquinho – uma distração bem-vinda durante uma internação por infecção urinária. “Com a idade dela, é muito difícil eles se entreterem nas internações. Na última vez que ela internou, eu até pensei, ‘Nossa, seria muito bom um parquinho’. Então, ontem me falaram desse e achei o máximo. Ela amou e fez diversos amiguinhos”, lembrou.
Brincar e saúde
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Os espaços de descontração e lazer estão disponíveis em dez unidades da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Os parques contam com torres, escadas, rampa, tobogã e carrossel, além de grama sintética. A infraestrutura, instalada em 2025, busca tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor e humanizado, oferecendo às crianças momentos de lazer durante o tratamento e a internação.
O médico pediatra do HRT, Fabrício Madureira, ressaltou que os parquinhos ajudam as crianças a aderir ao tratamento, já que muitas carregam o medo do ambiente hospitalar. “Ameniza aquela sensação do hospital ser um local no qual só tem ‘injeção’. Os pacientes ficam mais alegres e receptivos nas interações com os profissionais de saúde”, afirma.
Segundo o pediatra, o espaço também traz tranquilidade aos pais, ao mostrar a melhora clínica das crianças. “Os pais sentem que os filhos estão tendo momentos de felicidade, de brincadeiras, que os filhos estão retomando suas atividades e interesses habituais”, conta.
Madureira também reforça: brincar é parte fundamental do desenvolvimento das crianças. “Além de tornar o período mais leve para os nossos pacientes, o brincar faz parte do desenvolvimento das crianças. O retorno da vontade de brincar é também uma forma de nos mostrar que o tratamento está sendo efetivo”, afirma.
Unidades disponíveis
Atualmente, os parquinhos estão disponíveis nas seguintes unidades: Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Hospital Regional de Ceilândia (HRC), Hospital da Região Leste (HRL), Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 do Arapoanga, Policlínica do Gama e Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Taguatinga, do Recanto das Emas, de Sobradinho e da Asa Norte.

