O pacote de socorro financeiro destinado a salvar o Banco de Brasília (BRB) de uma possível quebra entrou na reta final de ajustes burocráticos. A governadora Celina Leão, confirmou que os trâmites para a formalização do empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estão na fase final. “Esses documentos vão e voltam. Na sexta-feira aconteceu uma grande reunião com todos os envolvidos. Estamos terminando todas as questões burocráticas”, declarou Celina durante agenda pública. As informações são do Correio Braziliense.
A operação de resgate é uma resposta direta à grave crise financeira que atinge a instituição após o escândalo envolvendo o Banco Master. Para evitar o colapso do BRB, um acordo de grande proporção foi desenhado em maio, sob mediação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. A negociação reuniu representantes do Governo do Distrito Federal (GDF), do Banco Central, da Advocacia-Geral da União (AGU) e o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
- Celina Leão anuncia R$ 12 milhões para feiras no Gama e confirma estudo da Linha 2 do Metrô pronto
- Sesc-DF inaugura novo Centro de Saúde no Setor Comercial Sul e homenageia Rogério Tokarski
- STF decide que salário de auditores fiscais estaduais e municipais deve seguir teto local
- Lito Sousa divulga vídeo gravado no dia do diagnóstico: “Saudações aeronáuticas, vai ser um vídeo muito difícil”
- Caiado diz na Globo que enviará ao Congresso projeto de anistia “ampla, geral e irrestrita” para condenados do 8 de Janeiro
Pelo entendimento firmado, o crédito bilionário não dependerá do aval da União. Em vez disso, o empréstimo terá garantia de fiança oferecida por um sindicato de bancos, tendo como contragarantias os recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Em contrapartida, o GDF assumiu o compromisso de aplicar medidas severas de ajuste fiscal, incluindo o teto de gastos previsto no artigo 167-A da Constituição Federal, além de destinar prioritariamente ao pagamento do empréstimo eventuais recursos recuperados em ações judiciais ligadas aos prejuízos do banco.
O Palácio do Buriti tenta consolidar junto ao FGC o prazo de 15 anos para o pagamento do financiamento, com dois anos de carência, termos que ainda aguardam validação final. No legislativo local, a operação já foi blindada pela aprovação do Projeto de Lei nº 2.363/2026 na Câmara Legislativa (CLDF), sancionado com vetos por Celina Leão no fim de junho, assegurando as bases legais para a liberação do montante que deve estancar a crise da principal instituição financeira da capital.

