A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 trouxe uma desaceleração imediata no ritmo de vendas do comércio e do setor de serviços no Distrito Federal. Segmentos que dependiam diretamente do avanço do Brasil no torneio mundial, como lojas de artigos esportivos, vestuário, supermercados e distribuidoras de bebidas, registram menor intensidade no chamado efeito Copa.
Apesar da quebra de expectativa pelo hexacampeonato, a avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) é de que a saída precoce da equipe nacional não representa um choque macroeconômico para o país. De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o maior impulso financeiro da competição ocorreu antes do início das partidas eliminatórias. Na fase de grupos, o mercado local foi aquecido com a renovação de estoques, investimentos em decorações temáticas e contratações de funcionários temporários.
- Socorro de R$ 6,6 bilhões ao BRB entra em fase final de ajustes, afirma Celina Leão
- Destaque de IBS e CBS nas notas fiscais será obrigatório a partir de agosto
- Maior congresso de pesquisadores negros da América Latina reúne intelectuais na UnB
- Cuidado com o golpe do exame gratuito: Especialista alerta para perigos na saúde dos olhos
- INSS: beneficiários que começaram a receber a partir de maio receberão 13º em novembro
O setor produtivo agora redireciona as estratégias para capturar o público que continuará acompanhando as fases decisivas do Mundial. Bares, restaurantes e produtoras de eventos de Brasília decidiram manter as programações especiais para as transmissões das quartas de final, semifinais e a grande final do campeonato.
Espaços públicos de grande circulação em Brasília dão o tom dessa resistência comercial. O Sesc da 504 Sul, que reuniu mais de seis mil torcedores no jogo fatídico contra a Noruega, planeja dar continuidade às transmissões com telões e estruturas de arquibancada. Na área central da capital, no Setor de Diversões Sul, produtoras culturais e coletivos locais também confirmaram que vão cumprir o cronograma de festas voltadas aos torcedores ao longo do mês de julho. A expectativa é de que o apelo do futebol de alto nível mantenha um fluxo constante de clientes, garantindo a sustentabilidade dos investimentos realizados para o período.

