Ela estava em casa de repouso em Santos, no litoral paulista, onde morava há mais de 2 anos. A artista já estava debilitada e tinha depressão
A cantora paulista Vanusa morreu, na madrugada deste domingo (8), aos 73 anos, em uma casa de repouso em Santos, cidade de São Paulo. Por volta das 5h30, um enfermeiro percebeu que ela estava sem os batimentos cardíacos. Uma equipe médica foi chamada e constatou insuficiência respiratória. As informações foram repassadas pela assessoria de imprensa.
A artista passou o sábado (7) com sua filha mais velha, Amanda. Segundo a assessoria, a cantora brincou, riu e se alimentou bem. Além dela, Vanusa deixa dois filhos: Aretha Marcos e Rafael Vannucci.
A assessoria informou que o filho da artista está viajando para São Paulo para tratar dos trâmites do enterro. Detalhes sobre velório e sepultamento serão repassadas ao longo do dia.
Saúde debilitada
Entre agosto e setembro, a artista esteve internada no Complexo Hospitalar dos Estivadores devido a problemas de saúde provocados pela depressão e complicações respiratórias. Ela chegou a ser intubada no dia de seu aniversário (22/9) por conta de um agravamento de seu quadro respiratório. No início de outubro, ela começou a se recuperar e apresentou melhora ‘discreta e progressiva’.
Sobre Vanusa
Vanusa Santos Flores nasceu em Cruzeiro, interior de São Paulo, mas foi criada
em Uberaba, Minas Gerais.
Foi lá que, aos 16 anos, iniciou sua carreira no grupo Golden Lions. Depois de
percorrer diversas cidades, acabou levada para a TV Excelsior, estreando na TV nos anos 1960.
Ela fez parte do humorístico Os Adoráveis Trapalhões. Em seguida, participou
de algumas edições do programa Jovem Guarda, da Record.
Na década seguinte, Vanusa emplacou diversos sucessos musicais, como
“Mudanças”, “Sonhos de um Palhaço” e “Paralelas”.
Conquistou o Brasil com “Manhãs de Setembro”, de 1973, parceria com Mário
Campanha. Lançada em plena ditadura, a letra, romântica à primeira vista,
esconde um contumaz discurso político. “Fui eu que em primavera só não viu
as flores”, canta em referência a “Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores”, de
Geraldo Vandré.
No fim dos anos 1960, Vanusa começou a explorar outros ritmos, como o funk
americano, que dá o tom em músicas do álbum “Vanusa” (1969), o samba
(“Mercado Modelo”, “Quebra Cabeça”) e a valsa (“Quero Você”). A faixa “What
to Do”, de 1973, é um rock pesado cheio de dinâmica e energia.
Ela gravou 23 discos na carreira, superando a marca de três milhões de
cópias vendidas. Representante do Brasil em vários festivais internacionais,
ganhou diversos prêmios durante a carreira.
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