Um dos principais eventos dedicados às artes cênicas no Distrito Federal, o Festival Dulcina chega à sua quarta edição consolidando um novo momento em sua trajetória. Com programação entre os dias 14 e 23 de maio de 2026, no Teatro SESC Paulo Autran, em Taguatinga, o festival adota, pela primeira vez, um formato competitivo voltado exclusivamente a produções locais do DF e da RIDE-DF.
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Realizado em Brasília com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF, o festival celebra o legado de Dulcina de Moraes, figura central na história do teatro brasileiro e na formação cultural da capital.
Cleber Lopes, diretor do festival, explica a mudança para o novo formato e o que ela representa para a cena teatral do Distrito Federal neste momento. “Por se tratar de um evento que homenageia Dulcina de Moraes e seu legado na formação e reconhecimento das profissões artísticas em âmbito nacional, o Festival busca também reconhecer e qualificar a produção local”, comentou.
Nesta edição, oito espetáculos foram selecionados para compor a mostra competitiva, concorrendo a dez categorias de premiação: melhor atriz, ator, direção, dramaturgia, iluminação, sonoplastia, cenário, figurino, produção e espetáculo. O inédito Prêmio Dulcina concederá R$10 mil ao melhor espetáculo, enquanto as demais categorias recebem R$4 mil cada. Todos os trabalhos selecionados também recebem cachê de participação no valor de R$4 mil.
A seleção foi realizada por uma comissão julgadora formada por nomes atuantes na cena e na pesquisa teatral: Roustang Carrilho, multiartista e mestre em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília; Paula Sallas, atriz, palhaça, arte-educadora e produtora cultural, também mestre pela UnB; e o ator, cenotécnico e iluminador Rodrigo Lelis, conhecido no DF por seus trabalhos no audiovisual e no teatro.
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Ao comentar a diversidade de linguagens e temáticas presentes na programação, o diretor do festival, Cleber Lopes, destaca o momento fértil da produção teatral no Distrito Federal e o papel da curadoria diante desse cenário. “Nossas escolhas foram norteadas pela qualidade técnica apresentada pelos espetáculos. É notória, no Distrito Federal, a diversidade temática da produção atual, o que, nesse aspecto, acabou facilitando o trabalho de seleção”, afirma.
Em reconhecimento à sua trajetória e à marca profunda que deixou na cena cultural do Distrito Federal, a quarta edição do festival presta uma homenagem especial ao ator, diretor e dramaturgo Tullio Guimarães, falecido em 2024. Ao longo de toda a programação, o público poderá visitar uma exposição dedicada à sua obra e legado, celebrando sua contribuição para o teatro brasiliense e sua presença ainda pulsante na memória artística da cidade.
Ao longo da programação, o público poderá assistir aos espetáculos Pedra (p)Árida (Camila Guerra), Atrás das Paredes (Companhia Plágio de Teatro), Desdesempre (Coletivo CeinCena), Se Eu Fosse Eu – Clarices (Agrupação Teatral Amacaca), Um Lapso de Ouro e Vinho (Os Áuspices e Cia. Brasilienses de Teatro), Baraúna Boi Valente (Raízes do Encanto), Os sonhos de Gaubi Beijodo: a dor e a delícia de ser quem é (BRs.a. – Coletivo de Artistas) e Galhada, em tempos de fissura (Teatro do Instante).
Todas as sessões contam com recursos de acessibilidade, incluindo tradução em Libras e audiodescrição.
Ao reunir diferentes linguagens, temas e abordagens estéticas, o Festival Dulcina reafirma seu papel como plataforma de visibilidade, circulação e reconhecimento da produção teatral local, fortalecendo o diálogo entre tradição e experimentação na cena contemporânea.

