Distrito Federal"Água não é bem infinito", diz presidente da Adasa ao relembrar crise hídrica de 2017 no governo Rollemberg

“Água não é bem infinito”, diz presidente da Adasa ao relembrar crise hídrica de 2017 no governo Rollemberg

Em entrevista ao Vozes da Comunidade, Raimundo Ribeiro confirmou Descoberto com 85,3% e Santa Maria com 92,2% mesmo em setembro e disse que DF não pode reviver racionamento da gestão Rollemberg

Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade desta sexta-feira (4), o presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, informou que o Distrito Federal está em Estado Hidrológico Verde, com os reservatórios cheios mesmo no auge da seca. O Descoberto está com 85,3% de volume útil e Santa Maria com 92,2%.

O dado representa uma melhora significativa em relação ao ano passado. Segundo ele, o Descoberto está com 8% a mais de volume e Santa Maria com 21% a mais na comparação com o mesmo período de 2024. O abastecimento no DF hoje alcança 99% da população.

Apesar do cenário confortável, Raimundo Ribeiro fez um alerta para o uso racional e lembrou o colapso vivido no governo do ex-governador Rodrigo Rollemberg. “Isso nos dá uma certa tranquilidade, mas não faz com que a gente deixe de se preocupar porque a água não é um bem infinito. A gente precisa continuar trabalhando para que as pessoas não apenas economizem água, mas utilizem de um modo bastante racional”, afirmou.

Ao reforçar a necessidade de não repetir o passado, o presidente da Adasa classificou o período como a desgraça vivida em 2017, marcada por um trabalho vergonhoso na condução da política hídrica do DF.

Assista na íntegra

O que aconteceu no governo Rollemberg

Conforme publicou o portal Época na época da crise, o DF enfrentava uma estação chuvosa atípica. Choveu menos que o esperado, os reservatórios caíram vertiginosamente e o governo Rollemberg decretou rodízio de água.

Ainda segundo Época, as causas do racionamento estavam longe de ser meramente climáticas. “Assim como aconteceu em São Paulo, a crise hídrica na região é um problema de gestão. Aparentemente, o DF não aprendeu com os erros paulistas”, publicou Época.

Para a Ribeiro, a lição daquele período resultou na criação do Grupo de Acompanhamento das Curvas dos Reservatórios do Descoberto e Santa Maria, na integração dos sistemas Santa Maria/Torto, Paranoá, Descoberto e Corumbá IV e em um novo modelo de segurança hídrica que impede que o DF volte a depender apenas do regime de chuvas para garantir o abastecimento.

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