Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade desta sexta-feira (4), o presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, informou que o Distrito Federal está em Estado Hidrológico Verde, com os reservatórios cheios mesmo no auge da seca. O Descoberto está com 85,3% de volume útil e Santa Maria com 92,2%.
O dado representa uma melhora significativa em relação ao ano passado. Segundo ele, o Descoberto está com 8% a mais de volume e Santa Maria com 21% a mais na comparação com o mesmo período de 2024. O abastecimento no DF hoje alcança 99% da população.
Apesar do cenário confortável, Raimundo Ribeiro fez um alerta para o uso racional e lembrou o colapso vivido no governo do ex-governador Rodrigo Rollemberg. “Isso nos dá uma certa tranquilidade, mas não faz com que a gente deixe de se preocupar porque a água não é um bem infinito. A gente precisa continuar trabalhando para que as pessoas não apenas economizem água, mas utilizem de um modo bastante racional”, afirmou.
Ao reforçar a necessidade de não repetir o passado, o presidente da Adasa classificou o período como a desgraça vivida em 2017, marcada por um trabalho vergonhoso na condução da política hídrica do DF.
Assista na íntegra
- Confira o que abre e fecha no DF no feriado de 7 de Setembro
- Esplanada terá alterações no trânsito neste sábado (5)
- Estudantes do DF criam competição gratuita de finanças com premiação
- Banco de Leite do HRT passa por reforma e tem atendimento temporariamente restrito em Taguatinga
- Aprovada por 48,4%, Celina lidera corrida ao GDF com 32% das intenções de voto, aponta pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política
O que aconteceu no governo Rollemberg
Conforme publicou o portal Época na época da crise, o DF enfrentava uma estação chuvosa atípica. Choveu menos que o esperado, os reservatórios caíram vertiginosamente e o governo Rollemberg decretou rodízio de água.
Ainda segundo Época, as causas do racionamento estavam longe de ser meramente climáticas. “Assim como aconteceu em São Paulo, a crise hídrica na região é um problema de gestão. Aparentemente, o DF não aprendeu com os erros paulistas”, publicou Época.
Para a Ribeiro, a lição daquele período resultou na criação do Grupo de Acompanhamento das Curvas dos Reservatórios do Descoberto e Santa Maria, na integração dos sistemas Santa Maria/Torto, Paranoá, Descoberto e Corumbá IV e em um novo modelo de segurança hídrica que impede que o DF volte a depender apenas do regime de chuvas para garantir o abastecimento.

