A governadora Celina Leão foi a atração principal na sabatina realizada nesta terça-feira (11), promovida pelo Correio Braziliense. Sem propostas concretas, os adversários da Leoa se abstêm em criar fake news e utilizar o que Celina tem realizado como palanque político para ganhar visibilidade na corrida ao Governo do Distrito Federal.
Celina ironizou os ataques recebidos sobre uma suposta participação em empresas de transporte público. Ela esclareceu que a controvérsia envolve a compra transparente de metade de um embrião bovino em um leilão público do setor agropecuário, parcelada em 30 meses por menos de R$ 200 mil e declarada no Imposto de Renda. “Essa fake news é tão engraçada. Não tem nada de sociedade, vai lá na Junta Comercial ver se eu sou sócia de alguém. Foi uma compra pública paga via Pix”, afirmou.
Além do embate pessoal, Celina apontou que as propostas da oposição para a mobilidade urbana tratam-se de projetos já licitados ou em execução pelo Governo do Distrito Federal. No setor de mobilidade, a governadora ressaltou uma bateria de investimentos voltados ao sistema metroviário, com foco em otimizar o fluxo de passageiros e reduzir o tempo de espera nas estações.
Entre as principais medidas em andamento, destaca-se o lançamento do edital de licitação internacional no valor de quase R$ 1 bilhão para a aquisição de novas composições, além do avanço nas obras de expansão das linhas de Ceilândia (2,5 km) e Samambaia (3,5 km), financiadas com recursos próprios do caixa distrital. Paralelamente, o Executivo trabalha nos estudos técnicos de viabilidade para implementar o VLT, conectando o Sol Nascente à Avenida Hélio Prates, e para estender o alcance do metrô até a região de Santa Maria.
Celina também rebateu as críticas sobre a retirada de placas do governo federal em Samambaia, reforçando que as intervenções são custeadas integralmente pelos cofres locais. “É claro que nós tiramos, não tem um real do governo federal. O que está acontecendo lá é só com recurso nosso. Eles estão falando do que eu já estou fazendo”, apontou.
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Ações firmes na população em situação de rua
Passando para o debate sobre acolhimento social, Celina defendeu a implementação e regulamentação da lei de internação involuntária humanizada para pessoas em surto que ofereçam risco a terceiros. A governadora enfatizou a desmobilização de dois acampamentos na Asa Norte e a transferência do Centro Pop para um novo local. “O que os candidatos estão contando aqui é o que eu tô fazendo”, disse Celina, ressaltando o monitoramento de mais de 500 pontos no DF por biometria através do Monitora DF. “Brasília não pode ser um lugar onde eu decido botar uma barraca no meio da rua e a barraca vai ficar lá. Nós estamos acolhendo, mas não vamos deixar do jeito que tá. Vou devolver Brasília aos brasilienses”, completou.
Ajuste orçamentário, herança de Ibaneis e o BRB
Sobre a situação financeira e as investigações envolvendo o BRB e o Banco Master, a governadora reconheceu os avanços da gestão Ibaneis Rocha em infraestrutura, mas cobrou responsabilidade ao apontar falhas do governo passado. “Não tenho que concordar com o que tá errado. Os dois grandes erros do governo Ibaneis foram o descontrole orçamentário e esse patrocínio ao Banco Master. Meu nome não tá em telefone de ninguém, mas a responsabilidade de resolver caiu no meu colo”, destacou.
Para conter o déficit, Celina baixou quatro decretos cortando 25% dos contratos e alertou para a necessidade de proteger o BRB, que custodia o fundo previdenciário dos servidores distritais e pagamentos sociais. A governadora criticou a falta de soluções da oposição. “Tem muita gente que passou no governo e não vai entender mesmo como ter superávit, porque aqui não é o ‘rouba mas faz’, aqui é o faz”.
Reestruturação da saúde e manutenção do IGES
Na área de saúde, apontada como a maior demanda da população do DF, Celina descartou o fim do IGES e argumentou que os adversários apresentam um diagnóstico raso ao ignorar a falta de médicos e a defasagem salarial na rede.
Para sanar os gargalos da área, o governo remanejou verbas das festas de aniversário de Brasília para contratar 114 médicos emergenciais para os postos de saúde, garantiu reajuste salarial após o período eleitoral e criou a Rede Distrital com prontuário eletrônico unificado. A gestão também acelerou obras e licitações de novos hospitais no Recanto das Emas, Guará, São Sebastião, além das unidades Oncológica e de Doenças Raras. Celina aproveitou para alfinetar o ex-governador e candidato José Roberto Arruda, afirmando que ele está apenas “lendo o Diário Oficial” ao propor unidades que já estão em andamento: “Eu não tô prometendo, eu tô fazendo”.

